Thursday, September 17, 2015
Sunday, April 26, 2015
mixtape número duzentos e vinte e seis
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Sunday, March 29, 2015
mixtape número duzentos e vinte e cinco
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Sunday, March 15, 2015
mixtape número duzentos e vinte e quatro
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Monday, February 23, 2015
mixtape número duzentos e vinte e três
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Sunday, February 8, 2015
mixtape número duzentos e vinte e dois
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Monday, February 2, 2015
mixtape número duzentos e vinte e um by cláudia filipe
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Pouco depois de nos conhecermos considerava a Cláudia como minha amiga. Hoje, depois de um sem número de concertos e festivais, depois de horas a fio no chat, depois de milhares de quilómetros percorridos entre Porto e Lisboa (e Braga), depois de longas noitadas e de muitos copos a mais a Cláudia é uma das minhas melhores amigas. Para além disso, esta é aquela pessoa que me chateia sem falta se, por qualquer razão, não publico a mixtape em determinada semana. Por tudo isso e muito (MUITO) mais achei que, se alguém merecia uma participação nesta rubrica, essa pessoa era ela.
Generosa em tudo aquilo que faz, a Cláudia pegou nesta oportunidade, apanhou-me desprevenido, e trocou-me as voltas. "Porquê que dizes isso?" perguntam vocês. Porque a lista que vêm acima não é um conjunto aleatório de canções mas sim uma espécie de banda sonora (condensada) da nossa amizade. Muitos dos nossos amigos comuns perceberão fracções da setlist pois também estavam presentes nesses momentos mas só eu e ela é que entendemos cada uma das canções e a associamos a momentos específicos. Não é que ela pegou nesta minha (subtil?) forma de agradecer aos amigos mais próximos e transformou-a numa espécie de homenagem dela à minha (nossa) amizade? Rais'te'parta, rapariga!!
Generosa em tudo aquilo que faz, a Cláudia pegou nesta oportunidade, apanhou-me desprevenido, e trocou-me as voltas. "Porquê que dizes isso?" perguntam vocês. Porque a lista que vêm acima não é um conjunto aleatório de canções mas sim uma espécie de banda sonora (condensada) da nossa amizade. Muitos dos nossos amigos comuns perceberão fracções da setlist pois também estavam presentes nesses momentos mas só eu e ela é que entendemos cada uma das canções e a associamos a momentos específicos. Não é que ela pegou nesta minha (subtil?) forma de agradecer aos amigos mais próximos e transformou-a numa espécie de homenagem dela à minha (nossa) amizade? Rais'te'parta, rapariga!!
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Sunday, January 18, 2015
mixtape número duzentos e vinte
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Sunday, January 11, 2015
mixtape número duzentos e dezanove
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Tuesday, January 6, 2015
mixtape número duzentos e dezoito
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A mixtape mais choninhas de que há memória é resultado de uma semana inesquecível que marcou da melhor forma o fim de 2014 e o início de 2015. Que me perdoem os duros de coração mas isto é música choninhas escolhida a dedo por duas pessoas mais choninhas ainda e não há mesmo forma de fugir a toda esta lamechice na primeira mixtape do ano.
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Sunday, December 28, 2014
mixtape número duzentos e dezassete
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Sunday, December 21, 2014
Sunday, December 7, 2014
Monday, December 1, 2014
mixtape número duzentos e dezasseis
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Sunday, November 23, 2014
mixtape número duzentos e quinze
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Monday, November 17, 2014
mixtape número duzentos e catorze
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Sunday, November 9, 2014
mixtape número duzentos e treze
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Sunday, November 2, 2014
mixtape número duzentos e doze
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Sunday, October 26, 2014
mixtape número duzentos e onze by josé v. raposo
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Estou mais habituado a tratar o José V. Raposo (o V. é para distinguir do actor de teatro, nada tem a ver com o Milhões de Festa) por Altino. Foi por esse nome que o conheci, precisamente no Milhões, e foi com esse nome que lhe ganhei uma altíssima (pun intended) estima. O Zé (hesito, mesmo ao escrever o nome) é um gajo que causa, logo ao primeiro contacto, a distinta impressão de ser uma pessoa interessante (ele diria que "psicopata" é um termo mais adequado). O adjectivo "interessante" não foi escolhido ao calhas nem está na frase como um "não sei o que dizer e o interessante não compromete", não há maior prova disso do que a selecção musical feita por ele para esta mixtape.
Mas bom, chega de andar aqui à volta das palavras. O Zé é seguramente um dos amigos que mais respeito e é também um daqueles (poucos) que acredito a 100% que estará lá numa altura de dificuldade. Para além disso é o melhor imitador de vozes e improvisador de discursos que conheço. Shhhiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeeettt, quem me dera que uma faixa desta mixtape fosse ele a fazer imitações de The Wire! Ouvia em loop.
Mas bom, chega de andar aqui à volta das palavras. O Zé é seguramente um dos amigos que mais respeito e é também um daqueles (poucos) que acredito a 100% que estará lá numa altura de dificuldade. Para além disso é o melhor imitador de vozes e improvisador de discursos que conheço. Shhhiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeeettt, quem me dera que uma faixa desta mixtape fosse ele a fazer imitações de The Wire! Ouvia em loop.
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Saturday, October 25, 2014
PA' • Die Antwoord - Donker Mag
A minha colaboração com o Ponto Alternativo chegou este mês ao fim. Colaborei com o PA' durante cerca de 2 anos e meio e graças ao PA' conheci pessoas, músicas e artistas incríveis, estive em posições privilegiadas em inúmeros eventos, vi dezenas de concertos, aprendi, cresci e saí melhor pessoa do que entrei. O PA' vai mudar o seu rumo editorial num sentido que é e sempre foi o seu espaço mais natural - o das sonoridades pesadas. Sabendo que o meu contributo nessa área seria diminuto e que o tempo e paciência que tenho para dedicar ao projecto é cada vez menor despedimo-nos respeitosamente um do outro. A colaboração chegou ao fim mas o amor pela música não. A colaboração chegou ao fim mas o PA' continua e está muito bem entregue.
O texto abaixo foi o último que escrevi para o PA'. Não chegou a ser publicado mas, uma vez que lhe dediquei algum tempo e esforço, decidi publica-lo eu em vez de simplesmente o apagar do disco. Para além disso foi o pretexto perfeito para este miserável textinho de despedida.
O texto abaixo foi o último que escrevi para o PA'. Não chegou a ser publicado mas, uma vez que lhe dediquei algum tempo e esforço, decidi publica-lo eu em vez de simplesmente o apagar do disco. Para além disso foi o pretexto perfeito para este miserável textinho de despedida.



Para onde foi a raging zef boner dos Die Antwoord?
É difícil não olhar para os Die Antwoord como seres alienígenas encalhados na Terra com uma extrema dificuldade em camuflar-se entre os humanos. Não há nada de discreto em Ninja, Yolandi Visser e DJ Hi-Tek mas em vez de se tentarem esconder, os três abraçaram a sua excentricidade (visual e musical) fazendo desta uma das suas maiores valias. Apesar desta entrada algo dramática importa referir que essa sua “diferença” não existe por acaso e que tem origem numa corrente (contra) cultural – Zef – que embora pareça, não é originária doutro planeta mas sim do berço multi-cultural e multi-étnico que é a África do Sul.
Embora, geograficamente se possam localizar os Die Antwoord na Cidade do Cabo, fazer o mesmo para a sua música não é uma tarefa fácil. A dupla agarra na tal corrente zef – tão única ao seu país – e mistura-a com tudo a que consegue deitar as mãos criando aquele estilo hip-hop-techno-rave que reconhecemos como deles. Seja recorrendo a trechos de animações nipónicas ou a inesperadas passagens pelos "Selected Ambient Works" de Aphex Twin, os Die Antwoord derrubam todas barreiras sendo o melhor exemplo disso a apropriação que fizeram de “Pitbull Terrier” – talvez a maior malha deste disco. Nessa faixa, Ninja, Yolandi e DJ Hi-Tek pegam na canção que Kusturica criou para musicar o seu clássico “Gato Preto, Gato Branco” e retiram-lhe tudo o que esta tem de balcânico vestindo-a com a tal “roupagem zef”. Esta troca cultural faz particular sentido porque, bem vistas as coisas, tanto os Die Antwoord como o cineasta (cada um à sua maneira, claro) se prestam ao mesmo papel – o de dar visibilidade a uma cultura “alternativa” que surge quase caricaturizada aos olhos/ouvidos do seu público.
Os dois trabalhos anteriores dos Die Antwoord, apesar dos enormes temas que os redimem, são também algo inconsistentes mas este “Donker Mag” parece não passar a linha de água vezes suficientes. Os vários e inconsequentes interlúdios quebram incompreensivelmente o ritmo num disco que já de si tem demasiadas más canções para ser ouvido de ponta a ponta. "Raging Zef Boner" soa a uma má piada que não pode ser levada a sério (talvez isso explique o riso forçado de Yolandi em "Pompie" - o interlúdio que se segue no alinhamento) e "Struk" - uma espécia de balada quase terna que nunca imaginaríamos os Die Antwoord a fazer - em vez de conferir versatilidade ao disco apenas o torna mais aborrecido. Esperava-se mais agressividade de um disco que até começa com uma ameaça mas, se excluirmos a já referida "Pitbull Terrier", "Happy Go Sucky Fucky" e um ou outro tema menos relevante, não se encontra em "Donker Mag" aquela intensidade de que gostamos nos Die Antwoord.
Em 2014 continua a não haver uma banda como eles mas a verdade é que os Die Antwoord também já não são novidade. Ninguém duvida que, em palco, continuem a ser absolutamente explosivos e a dar um espectáculo memorável mas "Donker Mag" soa demasiado morno para não dizer mesmo frouxo. Para onde foi a raging zef boner?
Embora, geograficamente se possam localizar os Die Antwoord na Cidade do Cabo, fazer o mesmo para a sua música não é uma tarefa fácil. A dupla agarra na tal corrente zef – tão única ao seu país – e mistura-a com tudo a que consegue deitar as mãos criando aquele estilo hip-hop-techno-rave que reconhecemos como deles. Seja recorrendo a trechos de animações nipónicas ou a inesperadas passagens pelos "Selected Ambient Works" de Aphex Twin, os Die Antwoord derrubam todas barreiras sendo o melhor exemplo disso a apropriação que fizeram de “Pitbull Terrier” – talvez a maior malha deste disco. Nessa faixa, Ninja, Yolandi e DJ Hi-Tek pegam na canção que Kusturica criou para musicar o seu clássico “Gato Preto, Gato Branco” e retiram-lhe tudo o que esta tem de balcânico vestindo-a com a tal “roupagem zef”. Esta troca cultural faz particular sentido porque, bem vistas as coisas, tanto os Die Antwoord como o cineasta (cada um à sua maneira, claro) se prestam ao mesmo papel – o de dar visibilidade a uma cultura “alternativa” que surge quase caricaturizada aos olhos/ouvidos do seu público.
Os dois trabalhos anteriores dos Die Antwoord, apesar dos enormes temas que os redimem, são também algo inconsistentes mas este “Donker Mag” parece não passar a linha de água vezes suficientes. Os vários e inconsequentes interlúdios quebram incompreensivelmente o ritmo num disco que já de si tem demasiadas más canções para ser ouvido de ponta a ponta. "Raging Zef Boner" soa a uma má piada que não pode ser levada a sério (talvez isso explique o riso forçado de Yolandi em "Pompie" - o interlúdio que se segue no alinhamento) e "Struk" - uma espécia de balada quase terna que nunca imaginaríamos os Die Antwoord a fazer - em vez de conferir versatilidade ao disco apenas o torna mais aborrecido. Esperava-se mais agressividade de um disco que até começa com uma ameaça mas, se excluirmos a já referida "Pitbull Terrier", "Happy Go Sucky Fucky" e um ou outro tema menos relevante, não se encontra em "Donker Mag" aquela intensidade de que gostamos nos Die Antwoord.
Em 2014 continua a não haver uma banda como eles mas a verdade é que os Die Antwoord também já não são novidade. Ninguém duvida que, em palco, continuem a ser absolutamente explosivos e a dar um espectáculo memorável mas "Donker Mag" soa demasiado morno para não dizer mesmo frouxo. Para onde foi a raging zef boner?
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