Tuesday, April 14, 2009

Ano de crise... pois vai ser vai!!

Depois do Festival Para Gente Sentada em Santa Maria da Feira segue-se na próxima 6ª feira Emir Kusturica e a sua No-Smoking Orchestra no Pavilhão Rosa Mota no Porto. Parece que finalmente, após umas 3 ou 4 oportunidades perdidas vou poder ver este senhor em palco.

Depois desse e já em Maio, seguem-se os DeVotchKa, parte da fantástica programação deste ano da Casa das Artes de Famalicão. Já tive oportunidade de os ver na edição de 2007 de Paredes de Coura e o bichinho ficou de tal maneira entrosado que fiquei todo contente quando soube que iam voltar.

A esse, ainda no mesmo mês segue-se God is an Astronaut no Passos Manuel no Porto seguido de perto por Andrew Bird no Theatro Circo de Braga apenas 3 dias depois. O mais certo será ir apenas ao 'Pássaro' mas o certo é que já ando há uns bons tempos para ver um bom concerto de post-rock.

Tudo isto antes ainda de chegar o mês de Julho no qual Yann Tiersen regressa à Casa das Artes de Famalicão e no qual se realiza também o Super Bock Super Rock que este ano volta a ter uma edição no Porto com Depeche Mode em grande destaque.

Do outro lado do rio e apenas uma mão cheia de dias depois temos o Marés Vivas que tem vindo a marcar a sua posição como um festival 'a sério' e que com a confirmação de Primal Scream me fez desejar lá estar para reviver os fantásticos momentos que esta banda me proporcionou em Paredes de Coura ainda no ano passado.

Para terminar (não o ano, mas apenas esta lista parcial) teremos o já habitual e familiar Paredes de Coura cujo cartaz ainda não está a meu gosto mas ao qual não planeio faltar.


Se a isto juntarmos concertos ainda não anunciados, eventos de menor escala (alguns dos quais já fui falhando ou que irei falhar) e os habituais disparates da Queima das Fitas o resultado é um ano louco o que, em tempos de crise não é nada fácil de gerir. O melhor mesmo é nem fazer contas...

13bly

P.S. - Peço desculpa pela súbita invasão do preto e branco, mas é para aí que estou virado.

Friday, April 10, 2009

"Cigarettes and coffee, man, that's a combination."

Coffee and Cigarettes é uma obra do realizador independente Jim Jarmusch. Este filme é composto por 11 curto segmentos nos quais os actores (em grande parte a representarem-se a eles próprios) têm conversas sobre tudo e sobre nada enquanto tomam o seu café e fumam o seu cigarro.

O humor é um dos fortes de todas as histórias. É certo que umas são melhores que outras e que algumas são completamente absurdas, mas o gozo é precisamente esse. Quem nunca teve uma conversa totalmente descabida numa qualquer mesa de café?

Com um elenco de luxo, Coffee and Cigarettes fala-nos de cafeína e nicotina com descontracção e sem nenhuma pretensão. Afinal tratam-se de conversas entre amigos e como tal, neste filme fala-se sobre tudo em geral sobre nada em particular. Medicina, física, música, cinema, nutrição... tudo são disciplinas abordadas, ainda que de forma superficial ou absurda (tal qual uma conversa de café).

Os diálogos são sem dúvida o melhor de todos os segmentos e a escolha pelo preto e branco e por uma câmara pouco dinâmica fazem realçam-nos ainda mais bem como a qualquer gesto ou expressão que surja na cena.


Tom Waits e Iggy Pop
(Somewhere in California)

Alfred Molina e Steve Coogan
(Cousins?)

Roberto Benigni e Steven Wright
(Strange to Meet You)

Jack e Meg White
(Jack Shows Meg His Tesla Coil)

GZA, RZA e Bill Murray
(Delirium)

Steve Buscemi, Joie Lee e Cinqué Lee
(Twins)

Cate Blanchett
(Cousins)


Cate Blanchett como sua prima
(Cousins)

Gostei do filme, mas não me admiraria se muita gente não gostasse. É um bocado parado, mas os diálogos mirabolantes compensam largamente. Agora tenho de explorar o resto do legado de Jim Jarmusch.

13bly

Sunday, April 5, 2009

Vida no arame

Man on Wire é um documentário de suster a respiração e isso reflecte-se nos imensos prémios que arrecadou (desde Sundance, aos BAFTA, passando por outros festivais internacionais até culminar no Oscar).
É de facto emocionante e inspiradora a história de vida de Philippe Petit, a forma com que persegue o seu sonho é impressionante e o seu talento e sangue frio face a uma morte quase certa são quase sobrenaturais. Phillipe tem uma personalidade magnética é difícil não simpatizar com ele desde logo e não desejar ajuda-lo a realizar o seu sonho.
Pouco do muito que já vi nesta vida me causou tanto impacto como ver um homem quase a flutuar ou a dançar entre as torres de Notre Damme ou do World Trade Center. As imagens são de uma elegância tal que se fica completamente deliciado com qualquer simples movimento do equilibrista. Enquanto faz a sua arte Phillipe chega a parecer um personagem mitológico cuja própria existência nos parece impossível tal é a força com que a mente humana se acomoda ao "normal".
O realizador tem também a sorte de os protagonistas estarem vivos e ter podido recolher e registar em vídeo os seus testemunhos o que, juntamente com todos os registos da época, enriqueceram em muito as reconstituições. Os comentários deles contribuem em muito para o documentário.
Tanto Phillipe como os seus 'cúmplices' e amigos viveram uma aventura única e Man on Wire é um registo digno da grandiosidade dessa história que é a prova viva de que qualquer sonho pode ser alcançado se a ele lhe dedicarmos as doses esforço e ambição necessários!

13bly

Thursday, April 2, 2009

Mundo Real vs Desenhos Animados


(cliquem para ver em grande, tem graça a sério que sim)


13bly