Saturday, February 12, 2011

"We all die.


The goal isn't to live forever, the goal is to create something that will."
- Chuck Palahniuk
13bly

Friday, February 11, 2011

"Rebuilt with the master plans."


Eles voltaram e estão a dar concertos!
ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL

Amanhã, dia 12 de Fevereiro no Teatro Municipal de Vila do Conde.

13bly

Tuesday, February 8, 2011

Atrasadinhos mas sempre a tempo (1/3)


Esta pequena série de posts é sobre aqueles discos que merecendo um lugar de destaque não incluí neste mosaico. São álbuns que saíram mesmo na recta final do ano ou que, por nenhum motivo em especial, ainda não tinha ouvido. Venho agora redimir-me dessas 'falhas'.

Questões de Moral


Primeiro dia


Tó-Zé


Conselhos de Avô


Agosto
Quando fiz o outro post já tinha ouvido este álbum algumas vezes mas ainda não o tinha digerido como deve ser. Foi um amor à primeira audição é verdade, mas tive medo que fosse sol de pouca dura e achei sensato não o incluir no 'mosaico'. Agora arrependo-me disso - É P'ra Meninos é 'só' mais uma obra brilhante da não-muito-longa-mas-muito-frutuosa carreira de B Fachada.

É P'ra Meninos não é realmente 'p'ra meninos', bem pelo contrário - na minha opinião este é provavelmente o trabalho mais maduro de B Fachada. É um disco doce carregado de sentimentos de nostalgia para com as infâncias inocentes do passado. Infâncias que hoje já não existem da mesma forma e que talvez façam confusão a muitos dos meninos de agora.

Este álbum é um retrato quase completo do que define uma criança e a sua infância - desde os pequenos caprichos (Dia de Natal) ou os pensamentos rebeldes e o mimo dos avós (Tó-Zé e Conselhos de Avô) até à constante interrogação perante os mistérios da vida e a aprendizagem gradual das regras do mundo (Barrigão e Lições de Moral) sem esquecer as coisas mais 'terrenas' como as férias de Verão e o regresso às aulas (Agosto e O Primeiro Dia), os amigos e as belas tardes de ócio (A Casa do Manel), os primeiros amores num tempo em que não havia internet (Mochila do Carteiro) e aquela pressão inconsciente do "O que é queres ser quando fores grande?" (O Futuro). Até letras que à primeira vista parecem directas e subversivas para as crianças ("Tó-Zé, deixa-te dormir" ou "larga a sopa, João") revelam mensagens mais profundas e verdadeiras lições de vida quando analisadas com alguma calma ("um dia vai chegar a tua vez de produzir", "é uma vida a triturar").

A esta altura do campeonato já devia ter aprendido a não ficar tão surpreso com a música do B Fachada mas a verdade é que ele consegue deixar-me de boca aberta a cada trabalho novo. Não há como não admirar a sua energia criativa (mantém a promessa dos dois discos por ano) e capacidade de, produzindo tantos trabalhos novos, manter-se sempre fresco e não repetitivo. Que continue assim!

13bly

Sunday, February 6, 2011

Wednesday, February 2, 2011

O ócio domingueiro não mora aqui - JP Simões @ Café au Lait (30/01/11)


A Bodyspace, não sei se por querer ou por acaso, está aos poucos a tornar-se a Blogothéque portuguesa (mas atenção pretendo com esta afirmação desvalorizar de forma alguma o seu trabalho). Depois de alguns interessantes capítulos de Videoteca (com semelhanças aos Concerts-à-emporter) lançam-se agora nos concertos intimistas (à semelhança dos Soirées de Poche) baptizando-os de Bodyspace au Lait (visto terem lugar no acolhedor Café Au Lait). O primeiro convidado não podia ter sido uma escolha mais acertada: JP Simões.

Sou um fã 'devoto' deste senhor e de praticamente tudo o que ele faz (desde os brilhantes Belle Chase Hotel, passando pelo Quinteto Tati até, mais recentemente, à sua carreira a solo) mas por incrível que pareça ainda não o tinha visto ao vivo. Depois de falhar o concerto de Natal n'A Vida Portuguesa, esta oportunidade não podia mesmo escapar-me. Ainda por cima de borla!

A sala era pequena (havia apenas cerca de 15 cadeiras) e com o aproximar da hora marcada o público, vencendo a dominguite aguda, foi-se infiltrando que nem areia em todos os espacinhos que encontrava. E assim se lotou o Café au Lait num Domingo (superando, digo eu, as expectativas da bodyspace e do próprio JP Simões). A afluência foi tal que, sem se dar conta, o público tinha encurralado o protagonista da noite que se viu sem fuga possível quando deu por terminado o concerto. O público exigia mais e, dois encores depois, JP teve de educadamente desculpar-se com um compromisso prévio ('que pode dar em sexo' - acrescentou). Só recorrendo este argumento irrefutável é que JP enfim abandonar o espaço mas não sem antes agradecer mais uma vez (de um forma sincera) a presença do público (e simpaticamente autografar a minha cópia de Boato - o seu brilhante disco de 2009 gravado ao vivo).

O concerto em si foi, não esperaria outra coisa, extremamente agradável. Sozinho e sem medo JP Simões enfrentou bem de perto o público num concerto intimista. A sua voz suave, que parece ter propriedades místicas, encanta qualquer um. Até quando fala (e JP tem eloquência no seu discurso) tudo soa a cantiga - são certamente influências do Brasil que parece estar entranhado nele. O tempo voou entre reinterpretações de bossas novas clássicas e músicas originais tanto 'velhas conhecidas' como inéditas (e digo já que o novo álbum promete) com rasgos de bom humor e ironia que tão bem caracterizam JP Simões - esta última esteve particularmente afiada em momentos de 'amena cavaqueira' (quem lá esteve sabe do que falo).

A boa disposição foi uma constante, não só naqueles pequenos monólogos entre músicas como também no seu decorrer. Momentos como uma música 'dedicada' a Coimbra e à sua vida académica entrelaçada com a belíssima Música Impopular ou a parte ladradada e rosnada (sim, ladrada e rosnada) de Trovador Entrevado (uma musica com o seu quê de anti-pré-autobiográfica - acabei de inventar esta expressão) ou até o excerto inesperado de Miserlou (popularizada em Pulp Fiction) lá a meio de uma música que não me recordo do nome provocaram a gargalhada geral.

Foi sem dúvida um serão memorável este proporcionado pela Bodyspace na agradável companhia de JP Simões. Foi ainda o aperitivo perfeito para o concerto dos Belle Chase Hotel em Vila do Conde no próximo dia 12 de Fevereiro. Muito obrigado JP Simões e muito obrigado Bodyspace! Esperam-se mais Bodyspaces au Lait em breve.

13bly