Vista nocturna de Hong-Kong (full-view obrigatório)
Leave your office Run past your funeral Leave your home, car Leave your pulpit Join us in the streets where we Join us in the streets where we Don’t belong, don’t belong You and the stars Throwing light
É esta a pergunta colocada no início de Slumdog Millionaire acerca do personagem principal, Jamal Malik e é a resposta a essa pergunta que é dada ao espectador ao longo de duas magníficas horas de filme. Essa mesma questão deveria, no entanto e na minha opinião ser colocada a Danny Boyle, o realizador do filme, mas penso que rapidamente se chegaria a resposta C.
Mais uma vez Boyle presenteia a audiência com uma obra deliciosamente original e cativante. Uma verdadeira lufada de ar fresco!
Passado na Índia, Slumdog Millionaire conta a história de Jamal Malik, um rapaz que cresceu nas ruas de Bombaim ou Mumbai e que, devido uma série de acontecimentos (narrados no filme) é levado a participar no concurso televisivo Quem Quer Ser Milionário?.
Tendo como fundo a extrema pobreza da Índia e os meios de sobrevivência também estes extremos que os seus habitantes desenvolvem a base desta história é o amor. Amor esse que nasce entre Jamal e Talika e que aparenta ser impossível de concretizar mas que vai conseguindo vencer os obstáculos um por um, sempre com a ajuda (e desajuda) de Salim, irmão mais velho de Jamal.
É impressionante a forma como Danny Boyle consegue, a cada filme, reinventar um género ou reinventar-se a si próprio. Filmes como Trainspotting, 28 Days Later, Millions ou Sunshine foram revolucionários dentro do seu género abrindo portas a que outros pudessem seguir no seu caminho. Slumdog Millionaire não é diferente.
E não, não estou a falar de espírito natalício, muito pelo contrário.
Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época ou espírito do tempo. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.
- in Wikipedia
Lançado gratuitamente via Google Videos em 2007 pelo seu criador Peter Joseph, Zeitgeist é um documentário que desvenda ao longo de duas horas teorias de conspiração de uma dimensão colossal.
O filme está divididio em três partes distintas e aborda várias temáticas
The greatest story ever told - que gira à volta de religião e da desconstrução do mito de Jesus Cristo;
All the world's a stage - com insinuações que levam a questionar a verdadeira origem e fim dos atentados de 11 de Setembro e da própria "Guerra ao Terror";
Don't mind the men behind the curtain - que revela a gigante conspiração de controlo mundial que passou pela orquestração das maiores guerras que o mundo já viu.
Se por um lado acho que toda a gente deveria ver este filme, por outro são necessárias algumas cautelas pois nem tudo o que é apresentado o é feito com base em provas irrefutáveis e frequentemente com base em suposições ou informações de fonte dúbia.
Apesar de algumas incorrecções ou "acusações" infundadas são de facto alarmantes as "coincidências" constatadas nalgumas das situações expostas neste documentário. Senão for para mais nada, Zeitgeist serve para levantar questões e para nos por mais atentos e a pensar.
Zeitgeist é portanto um documentário sensacionalista que explora o gosto que todos temos por conspirações e deve ser encarado com alguma cautela. Em termos visuais não é grande coisa, mas compensa no interesse do conteúdo e uma vez que foi distribuído gratuitamente pela internet não se lhe pode exigir muito. Achei, no entanto, que a Parte I estava desligada das restantes não se fazendo um grande encadeamento lógico entre elas, já o mesmo não se passou entre as Partes II e III.
Resta dizer que fiquei com a pulga atrás da orelha e que vou andar mais atento a pequenos sinais aparentemente insignificantes. Segue-se a sequela, Zeigeist: Addendum que prometo ver brevemente.
I wish: - I was asentimental ornamentyou hung on; - I was asfortunate, as fortunate as me; - I wasa messengerandall the news was good; - I wasthe souvenir you kept your house key on; - I wasthe pedal brake that you depended on; - I wasthe verb to trust and never let you down; - I wasa radio song, the one that youturned up.