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Toy Story: Animação | Toy Story: Live Action |
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Saturday, July 13, 2013
Monday, September 3, 2012
Tuesday, July 31, 2012
Saturday, July 21, 2012
XXXVII Fotograma - The Artist

No cinema, tal como nas outras artes (moda, música etc.), a tendência é o revivalismo. Tanto assim é que, no ano passado, quase todos os Oscars 'principais' foram entregues a um filme mudo 'a la' anos 20. Agora que espetei a 'facada' inicial vou deitar um bocadinho de água na fervura: The Artist é bom, muito bom mesmo. Michel Hazanavicius (o realizador) conseguiu a admirável proeza de fazer uma intensa declaração de amor ao cinema e, em simultâneo, uma dura crítica ao mesmo (embora essa crítica seja mais direccionada à indústria do que à arte em si). De realçar que The Artist consegue tudo isso sem recorrer condescendências imaturas ou sem deixar de ser divertido. E depois, claro, há o adorável cãozinho que torna todo o filme (ainda mais) irresistível.
Uma boa parte das coisas que nascem de um sentimento exacerbado de nostalgia parece derivar de uma terrível falta de originalidade, mas The Artist não sofre desse mal. Porquê? Porque para a história que este filme se propõe a contar, toda a estética de 'filme-mudo-a-preto-e-branco' é essencial e não uma gimmick. O início do fim do cinema mudo, a revolução que o som representou e o impacto que isso causou na indústria cinematográfica só poderia mesmo ser contada desta forma.
É curioso que, aproximadamente 90 anos depois dos acontecimentos narrados em The Artist, a indústria se encontre num impasse similar relativamente às novas tecnologias. Afinal, tal como aconteceu com a introdução do som nos anos 20, também a técnica desenvolvida por James Cameron para Avatar 'ameaça' transformar para sempre o cinema tal como o conhecemos.
Uma boa parte das coisas que nascem de um sentimento exacerbado de nostalgia parece derivar de uma terrível falta de originalidade, mas The Artist não sofre desse mal. Porquê? Porque para a história que este filme se propõe a contar, toda a estética de 'filme-mudo-a-preto-e-branco' é essencial e não uma gimmick. O início do fim do cinema mudo, a revolução que o som representou e o impacto que isso causou na indústria cinematográfica só poderia mesmo ser contada desta forma.
É curioso que, aproximadamente 90 anos depois dos acontecimentos narrados em The Artist, a indústria se encontre num impasse similar relativamente às novas tecnologias. Afinal, tal como aconteceu com a introdução do som nos anos 20, também a técnica desenvolvida por James Cameron para Avatar 'ameaça' transformar para sempre o cinema tal como o conhecemos.
13bly
Friday, June 29, 2012
Monday, June 18, 2012
Saturday, May 5, 2012
XXXV Fotograma - Shame

SHAME (2011)
Shame não é aconselhável a pessoas sensíveis, mas ao mesmo tempo só é aconselhável a pessoas com sensibilidade apurada. Contra-senso? Eu diria que não, mas para ser correcto tenho de deixar essa porta em aberto pois isso vai da definição que cada um der a 'sensível' e a 'sensibilidade'.
O novo filme de Steve McQueen (não é esse, é outro) é um filme intenso onde a nudez e a actividade sexual são o prato do dia. Só esse 'pequeno pormenor' já recomendaria alguma cautela a mentes melindrosas, mas a coisa é ainda mais 'grave' porque McQueen não foge à questão com truques baratos. As cenas de sexo, apesar de extremamente bem filmadas, são bastante explícitas e, a maior parte das vezes, cruas e pouco glamorosas.
Protagonizado brilhantemente por Michael Fassbender e Carey Mulligan, Shame gira à volta do sexo do início ao fim, mas este não aparece de forma gratuita e a reflexão é profunda. Afinal, isto é cinema e não pornografia. McQueen é, portanto, primoroso forma como aborda o sexo e debruça-se muito sobre o tumulto interior que um vício (neste caso o sexo) pode provocar e sobre a forma como ele consome uma pessoa podendo leva-la a construir (ou destruir) uma vida à volta dele.
O novo filme de Steve McQueen (não é esse, é outro) é um filme intenso onde a nudez e a actividade sexual são o prato do dia. Só esse 'pequeno pormenor' já recomendaria alguma cautela a mentes melindrosas, mas a coisa é ainda mais 'grave' porque McQueen não foge à questão com truques baratos. As cenas de sexo, apesar de extremamente bem filmadas, são bastante explícitas e, a maior parte das vezes, cruas e pouco glamorosas.
Protagonizado brilhantemente por Michael Fassbender e Carey Mulligan, Shame gira à volta do sexo do início ao fim, mas este não aparece de forma gratuita e a reflexão é profunda. Afinal, isto é cinema e não pornografia. McQueen é, portanto, primoroso forma como aborda o sexo e debruça-se muito sobre o tumulto interior que um vício (neste caso o sexo) pode provocar e sobre a forma como ele consome uma pessoa podendo leva-la a construir (ou destruir) uma vida à volta dele.
13bly
P.S. - Espero sinceramente que Carey Mulligan recompense bem o seu agente. Depois de An Education e Drive, a menina de aspecto frágil brilha esplendorosamente neste Shame.
Friday, April 27, 2012
Se Deus tivesse um leitor de DVD...
... de certeza que isto faria parte da Sua videoteca!
(e que todas estas músicas estariam no Seu mp3, caso o tivesse)
(e que todas estas músicas estariam no Seu mp3, caso o tivesse)
Monday, April 23, 2012
Um remake de um clássico (ou de parte dele) em três minutos.
Instantes Finais é um filme realizado integralmente em menos de 24 horas para o festival Fast Forward 2012 Braga. Este filme foi criado por António Reis, Filipa Magalhães, Frederico Cunha, João Ruivo, João Sousa e Sara Meneses à volta do tema "Um remake de um clássico (ou de parte dele) em três minutos.".
13bly
Saturday, April 21, 2012
Thursday, April 19, 2012
XXXIV Fotograma

PERSEPOLIS (2007)
Enquanto crescia, a pequena Marji atravessou um dos períodos mais turbulentos da História recente do seu país - o Irão. Mais tarde, já mulher adulta, Marjani Satrapi passou essa sua vivência para o papel (como banda desenhada) e depois adaptou-a ao grande ecrã sob forma de uma longa metragem de animação. Com Persepolis, Marjani Satrapi não pretende contar a sua história pessoal mas sim, de uma forma algo simplista mas certeira, partilhar uma parte da história do seu país.
Com a 'primavera árabe' ainda bem presente, este retrato é hoje mais pertinente do que nunca. Vale a pena ver e reflectir.
Com a 'primavera árabe' ainda bem presente, este retrato é hoje mais pertinente do que nunca. Vale a pena ver e reflectir.
13bly
Friday, March 30, 2012
Wednesday, February 29, 2012
Estou na lua, não me chateiem que eu agora estou na lua!
Le Voyage Dans La Lune (1902), apesar dos seus curtos 14 minutos, é um filme cheio de méritos: é um dos maiores clássicos da sétima arte, é um dos pioneiros na área da ficção científica e dos efeitos especiais e possui ainda uma das imagens mais reconhecíveis de sempre - quem não conhece a imagem da lua com o foguetão no olho?
Das duas versões magicadas por Georges Méliès na altura (uma preto e branco e uma outra a cores pintada à mão) só uma se pensava ter sobrevivido até aos dias de hoje. Felizmente que, em 1993 e apesar do mau estado de conservação, se descobriu uma cópia perdida na Filmoteca de Catalunya. Em 1999 iniciou-se um meticuloso processo de restauro que terminou em 2010. Foi essa versão que foi exibida no Festival de Cannes do ano seguinte acompanhada por uma nova banda sonora da autoria dos franceses Air. O resultado dessa parceria pode ser visto acima e foi precisamente daí que nasceu também o novo álbum dos Air, adequadamente baptizado de Le Voyage Dans La Lune - nas lojas desde o início de Fevereiro.
Das duas versões magicadas por Georges Méliès na altura (uma preto e branco e uma outra a cores pintada à mão) só uma se pensava ter sobrevivido até aos dias de hoje. Felizmente que, em 1993 e apesar do mau estado de conservação, se descobriu uma cópia perdida na Filmoteca de Catalunya. Em 1999 iniciou-se um meticuloso processo de restauro que terminou em 2010. Foi essa versão que foi exibida no Festival de Cannes do ano seguinte acompanhada por uma nova banda sonora da autoria dos franceses Air. O resultado dessa parceria pode ser visto acima e foi precisamente daí que nasceu também o novo álbum dos Air, adequadamente baptizado de Le Voyage Dans La Lune - nas lojas desde o início de Fevereiro.
13bly
Friday, February 24, 2012
Remisturar é viver
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PART 1: The Song Remains the Same
PART 2: Remix Inc. PART 3: The Elements of Creativity PART 4: System Failure Já aqui falei de Everything is a Remix, uma produção de Kirby Ferguson que versa sobre a criatividade do ser humano e a originalidade de conteúdos e ideias em geral. Esta série de quatro partes chegou este mês ao fim e fê-lo em grande forma. Kirby expandiu horizontes novamente e levantou diversas questões pertinentes não só relacionadas com o mundo artístico mas com as mais variadas indústrias ou o mais banal dos quotidianos. Tal como os três primeiros episódios que lhe antecederam, vale a pena ver este último capítulo com muita atenção. |
Tuesday, February 21, 2012
Thursday, February 2, 2012
Pontos de vista
Sendo uma das melhores séries de sempre, Breaking Bad criou o seu próprio estilo. Uma das suas "imagens de marca" é colocar o espectador do ponto de vista de objectos relacionados com a cena. Mais uma vez, kogonada compilou a maior parte dessas cenas e o resultado está à vista.
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13bly
Friday, January 27, 2012
Thursday, January 26, 2012
Fins de semana preenchidos
com banda sonora ao vivo de Legendary Tigerman e Rita Redshoes
Fundação de Serralves, Porto | | | | Centro Multimeios, Espinho | | | | CAE S. Mamede, Guimarães |
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Sábado, 28 de Janeiro Tertúlia Castelense, Maia |
Domingo, 29 de Janeiro Cafe au Lait, Porto |
Às vezes enerva-me quando parece que se juntam todas as coisas interessantes no mesmo fim-de-semana. Eu sei que devia ficar contente - este é um sinal da crescente a oferta cultural da zona norte - mas, como não se consegue ir a tudo, fica sempre alguma espinha atravessada. Este ano, com a Capital Europeia da Cultura em Guimarães e a Capital Europeia da Juventude em Braga a somar à já habitual oferta cultural de qualidade do Porto, é de esperar um 2012 incrível onde esta situação se irá repetir muitas vezes.
13bly
Saturday, January 14, 2012
XXXI Fotograma - Melancholia

Com o ano de 2012 já a decorrer a todo gás é tentador ver filmes apocalípticos. Com uma premissa-base que lhe poderia valer comparações com Armageddon - astro de grandes dimensões em possível rota de colisão com a Terra - Melancholia é, de facto um filme sobre o fim do mundo. Apesar dessa aproximação, os dois filmes não poderiam estar em pólos mais opostos - trata-se afinal um filme de Lars von Trier, convém não esquecer.
Melancholia está dividido em dois capítulos, cada um deles focando-se especialmente numa de duas irmãs. Justine (Kirsten Dunst) sofre de uma espécie de bipolaridade que descarrila em depressão profunda e acaba por ficar aos cuidados da sua irmã mais velha, Claire (Charlotte Gainsbourg). Agora, para além de cuidar do filho pequeno e do marido com interessado em astronomia, Claire vê-se obrigada a dividir ainda a sua atenção com irmã deprimida e, claro está, com a ameaça de um fim do mundo iminente.

Kirsten Dunst, a eterna namoradinha do Homem-Aranha, parece finalmente descolar-se desse rótulo e surpreende com um desempenho arrebatador - uma prestação que já lhe valeu o reconhecimento em Cannes (onde, dias antes, Lars von Trier havia sido considerado persona non grata por declarações polémicas). Notável ainda, embora menos surpreendente, é Charlotte Gainsbourg que parece retratar o lado mais humano e, apesar de tudo, mais equilibrado, com o qual será mais fácil uma 'pessoa normal' identificar-se. O restante elenco, bastante menos brilhante, é também composto por caras conhecidas como Kiefer Sutherland e John Hurt.
Perturbador q.b., Melancholia é um filme visualmente espantoso que não deixará ninguém indiferente. Intenso e desafiante, este não é um filme fácil de digerir e deixa uma enorme sensação de vazio e impotência mas são esses precisamente alguns dos seus pontos fortes. Nunca o fim do mundo foi tão sedutor como com Melancholia.
Melancholia está dividido em dois capítulos, cada um deles focando-se especialmente numa de duas irmãs. Justine (Kirsten Dunst) sofre de uma espécie de bipolaridade que descarrila em depressão profunda e acaba por ficar aos cuidados da sua irmã mais velha, Claire (Charlotte Gainsbourg). Agora, para além de cuidar do filho pequeno e do marido com interessado em astronomia, Claire vê-se obrigada a dividir ainda a sua atenção com irmã deprimida e, claro está, com a ameaça de um fim do mundo iminente.

Kirsten Dunst, a eterna namoradinha do Homem-Aranha, parece finalmente descolar-se desse rótulo e surpreende com um desempenho arrebatador - uma prestação que já lhe valeu o reconhecimento em Cannes (onde, dias antes, Lars von Trier havia sido considerado persona non grata por declarações polémicas). Notável ainda, embora menos surpreendente, é Charlotte Gainsbourg que parece retratar o lado mais humano e, apesar de tudo, mais equilibrado, com o qual será mais fácil uma 'pessoa normal' identificar-se. O restante elenco, bastante menos brilhante, é também composto por caras conhecidas como Kiefer Sutherland e John Hurt.
Perturbador q.b., Melancholia é um filme visualmente espantoso que não deixará ninguém indiferente. Intenso e desafiante, este não é um filme fácil de digerir e deixa uma enorme sensação de vazio e impotência mas são esses precisamente alguns dos seus pontos fortes. Nunca o fim do mundo foi tão sedutor como com Melancholia.
13bly






