Showing posts with label Fotograma. Show all posts
Showing posts with label Fotograma. Show all posts

Monday, September 3, 2012

Tuesday, July 31, 2012

Saturday, July 21, 2012

XXXVII Fotograma - The Artist



No cinema, tal como nas outras artes (moda, música etc.), a tendência é o revivalismo. Tanto assim é que, no ano passado, quase todos os Oscars 'principais' foram entregues a um filme mudo 'a la' anos 20. Agora que espetei a 'facada' inicial vou deitar um bocadinho de água na fervura: The Artist é bom, muito bom mesmo. Michel Hazanavicius (o realizador) conseguiu a admirável proeza de fazer uma intensa declaração de amor ao cinema e, em simultâneo, uma dura crítica ao mesmo (embora essa crítica seja mais direccionada à indústria do que à arte em si). De realçar que The Artist consegue tudo isso sem recorrer condescendências imaturas ou sem deixar de ser divertido. E depois, claro, há o adorável cãozinho que torna todo o filme (ainda mais) irresistível.

Uma boa parte das coisas que nascem de um sentimento exacerbado de nostalgia parece derivar de uma terrível falta de originalidade, mas The Artist não sofre desse mal. Porquê? Porque para a história que este filme se propõe a contar, toda a estética de 'filme-mudo-a-preto-e-branco' é essencial e não uma gimmick. O início do fim do cinema mudo, a revolução que o som representou e o impacto que isso causou na indústria cinematográfica só poderia mesmo ser contada desta forma.

É curioso que, aproximadamente 90 anos depois dos acontecimentos narrados em The Artist, a indústria se encontre num impasse similar relativamente às novas tecnologias. Afinal, tal como aconteceu com a introdução do som nos anos 20, também a técnica desenvolvida por James Cameron para Avatar 'ameaça' transformar para sempre o cinema tal como o conhecemos.

13bly

Monday, June 18, 2012

Saturday, May 5, 2012

XXXV Fotograma - Shame


SHAME (2011)

Shame não é aconselhável a pessoas sensíveis, mas ao mesmo tempo só é aconselhável a pessoas com sensibilidade apurada. Contra-senso? Eu diria que não, mas para ser correcto tenho de deixar essa porta em aberto pois isso vai da definição que cada um der a 'sensível' e a 'sensibilidade'.

O novo filme de Steve McQueen (não é esse, é outro) é um filme intenso onde a nudez e a actividade sexual são o prato do dia. Só esse 'pequeno pormenor' já recomendaria alguma cautela a mentes melindrosas, mas a coisa é ainda mais 'grave' porque McQueen não foge à questão com truques baratos. As cenas de sexo, apesar de extremamente bem filmadas, são bastante explícitas e, a maior parte das vezes, cruas e pouco glamorosas.

Protagonizado brilhantemente por Michael Fassbender e Carey Mulligan, Shame gira à volta do sexo do início ao fim, mas este não aparece de forma gratuita e a reflexão é profunda. Afinal, isto é cinema e não pornografia. McQueen é, portanto, primoroso forma como aborda o sexo e debruça-se muito sobre o tumulto interior que um vício (neste caso o sexo) pode provocar e sobre a forma como ele consome uma pessoa podendo leva-la a construir (ou destruir) uma vida à volta dele.

13bly

P.S. - Espero sinceramente que Carey Mulligan recompense bem o seu agente. Depois de An Education e Drive, a menina de aspecto frágil brilha esplendorosamente neste Shame.

Thursday, April 19, 2012

XXXIV Fotograma


PERSEPOLIS (2007)

Enquanto crescia, a pequena Marji atravessou um dos períodos mais turbulentos da História recente do seu país - o Irão. Mais tarde, já mulher adulta, Marjani Satrapi passou essa sua vivência para o papel (como banda desenhada) e depois adaptou-a ao grande ecrã sob forma de uma longa metragem de animação. Com Persepolis, Marjani Satrapi não pretende contar a sua história pessoal mas sim, de uma forma algo simplista mas certeira, partilhar uma parte da história do seu país.

Com a 'primavera árabe' ainda bem presente, este retrato é hoje mais pertinente do que nunca. Vale a pena ver e reflectir.

13bly

Friday, March 30, 2012

Friday, January 27, 2012

Saturday, January 14, 2012

XXXI Fotograma - Melancholia


Com o ano de 2012 já a decorrer a todo gás é tentador ver filmes apocalípticos. Com uma premissa-base que lhe poderia valer comparações com Armageddon - astro de grandes dimensões em possível rota de colisão com a Terra - Melancholia é, de facto um filme sobre o fim do mundo. Apesar dessa aproximação, os dois filmes não poderiam estar em pólos mais opostos - trata-se afinal um filme de Lars von Trier, convém não esquecer.

Melancholia está dividido em dois capítulos, cada um deles focando-se especialmente numa de duas irmãs. Justine (Kirsten Dunst) sofre de uma espécie de bipolaridade que descarrila em depressão profunda e acaba por ficar aos cuidados da sua irmã mais velha, Claire (Charlotte Gainsbourg). Agora, para além de cuidar do filho pequeno e do marido com interessado em astronomia, Claire vê-se obrigada a dividir ainda a sua atenção com irmã deprimida e, claro está, com a ameaça de um fim do mundo iminente.


Kirsten Dunst, a eterna namoradinha do Homem-Aranha, parece finalmente descolar-se desse rótulo e surpreende com um desempenho arrebatador - uma prestação que já lhe valeu o reconhecimento em Cannes (onde, dias antes, Lars von Trier havia sido considerado persona non grata por declarações polémicas). Notável ainda, embora menos surpreendente, é Charlotte Gainsbourg que parece retratar o lado mais humano e, apesar de tudo, mais equilibrado, com o qual será mais fácil uma 'pessoa normal' identificar-se. O restante elenco, bastante menos brilhante, é também composto por caras conhecidas como Kiefer Sutherland e John Hurt.

Perturbador q.b., Melancholia é um filme visualmente espantoso que não deixará ninguém indiferente. Intenso e desafiante, este não é um filme fácil de digerir e deixa uma enorme sensação de vazio e impotência mas são esses precisamente alguns dos seus pontos fortes. Nunca o fim do mundo foi tão sedutor como com Melancholia.

13bly

Saturday, January 7, 2012

Monday, December 26, 2011

Fotograma XXIX - Le Concert

Há filmes que se fossem baseados em factos verídicos tornar-se-iam logo muito melhores. Le Concert, é um desses filmes. Não que por ser totalmente ficcional seja um mau filme, nada disso. Até o achei um filme bastante bom mas a história é tão hiperbólica que tornaria tudo ainda mais delicioso se tivesse um fundo de veracidade.

Andrey Filipov era o maestro da brilhante orquestra Bolshoi até ao dia em que o regime lhe pediu que expulsasse os músicos judeus e, tendo este recusado, lhe interrompeu o último concerto e acabou com a sua carreira. Três dezenas de anos mais tarde Filipov ainda trabalha no Teatro Bolshoi mas como contínuo. Certo dia, enquanto limpava o gabinete do director, o teatro recebe um fax com um convite para a orquestra tocar em Paris e, num acesso de loucura, decide rouba-lo com a ambição de reunir a sua orquestra antiga e, fazendo-se passar pela Bolshoi, terminar o concerto que tinha ficado a meio.

Como será de esperar, essa sua ideia peregrina origina mil-e-uma situações hilariantes com ele e com a sua orquestra cujos elementos foram entretanto, cada um para seu lado. Mas nem só de humor vive Le Concert. Por trás das loucuras deste grupo de músicos improvável (ciganos, judeus e máfia russa) há um passado comum bem mais dramático que se vai revelando com o decorrer do filme e que atinge o seu auge na intensa sequência final - o concerto! A história maluca e os personagens exagerados talvez tenham ajudado mas, neste filme, o estilo de Radu Mihăileanu lembrou-me o de Kusturica embora com um pouco mais de requinte. Afinal é um filme 'sobre música clássica' e portanto tem de ser um pouco mais refinado do que as loucuras balcânicas do realizador sérvio.

Le Concert não é um filme de uma vida mas é divertido e inspirador ao mesmo tempo chegando até a ser emotivo sem se tornar lamechas. Uma belíssima escolha para ver com a família nestes dias preguiçosos entre datas festivas.

13bly

Sunday, December 11, 2011

Fotograma XXVIII - Condução arriscada


Drive é um filme curioso. Não seria difícil imaginar uma versão alternativa deste filme... uma versão com a mesma história mas cheia de cortes rápidos e perseguições longas e alucinantes que, inevitavelmente, causariam montes e montes de acidentes vistosos. Afinal Drive é a história de um piloto que de dia é duplo de cinema mas que durante noite pratica uma actividade menos lícita - fornece os seus serviços de condução como meio de fuga para criminosos.

Contado desta forma o argumento quase poderia passar por um qualquer Velocidade Furiosa. Mas não. Drive distingue-se dos restantes filmes 'do género' precisamente pelo seu deliberado e inesperado ritmo lento. É verdade que o filme também tem os seus momentos de quinta-a-fundo, mas os que realmente marcam são aqueles passados ao relanti, os silencios, os longos planos da cidade. A decisão de fazer um filme de acção parado foi arriscada mas revelou-se uma aposta ganha por parte de Nicolas Winding Refn (o realizador de Bronson) - ao invés de criar "mais um" filme, Winding Refn criou uma obra incomum que depressa ganhou algum estatuto de culto ao acumular louvores por onde passa.

13bly

Thursday, November 3, 2011

XXVII Fotograma

fotograma
s. m.,
cada imagem fotográfica de um filme;

MON ONCLE
ou "O melhor filme de sempre"
("um dos", vá...)
13bly

Wednesday, September 7, 2011

XXVI Fotograma - Uma história de amor


Com um nome tirado de uma das baladas mais melacólico-deprimentes de Tom Waits, Blue Valentine dificilmente poderia ser um filme 'cor-de-rosa'. E não o é de facto. Sem floreados ou coraçõezinhos, Blue Valentine é o amor tal como ele é - directo, avassalador, brutal e confuso. Não só cru como também, muitas das vezes, cruel.



Ryan Gosling e Michelle Williams, como casal, desempenham os dois extremos do amor, os pombinhos apaixonados e o casal que, atingido o ponto de saturação, quase não se consegue ver à frente. O espectador assiste à transformação não de uma forma progressiva mas de um ponto de vista alternado (ora uma cena de estado de graça, ora uma de desgraça) . Desta forma, ao invés da progressão/degradação gradual de uma história contada por ordem cronológica, o colorido dos primeiros tempos contrasta de forma extrema com o tom mais sombrio que pauta os anos posteriores. Não é um soco no estômago no sentido convencional mas lá que nos deixa com um mal estar que nos põe a pensar na vida.

É assim mesmo o amor, ao contrário do que se diz por aí à boca cheia, este não é capaz de superar todos os obstáculos. Só é pena que Hollywood raramente se lembre disso e se limite a vender as ilusões do costume.

13bly

Tuesday, July 19, 2011

XXV Fotograma - Lição de Direito


Apesar da sua filmografia extensa, até à data, ainda só vi dois filmes de Sidney Lumet. Diga-se de passagem que estes dois filmes foram mais do que suficiente para saber que Lumet não é um qualquer realizador de cinema. Afinal, importa dizê-lo, esses filmes foram nada mais nada menos que Network (1976) e, mais recentemente, a sua sublime primeira grande obra: 12 Angry Men (1957).
fotograma
s. m.,
cada imagem fotográfica de um filme;

12 ANGRY MEN

Os doze homens em fúria a que o título do filme alude são os elementos de um júri encarregue de decidir a culpa ou inocência de um jovem acusado da morte do seu pai - é importante referir que, caso seja declarado culpado, a sentença será inevitavelmente a morte. Após o julgamento (ao qual o espectador não chega a assistir), os doze homens fecham-se numa sala contígua à de audiências afim de decidir então o destino do jovem acusado.

Todo o filme se desenrola naquele espaço confinado no qual estes doze homens cumprem o seu dever cívico. Com o desenrolar a discussão, as provas vão sendo rebatidas, as opiniões vão-se formando e alterando e o espectador consegue quase visualizar o julgamento ficando a par de todos os pormenores de interesse. Aos poucos, tal como os próprios personagens, também o espectador vai formando a sua opinião chegando ao final com um quase incomodativo sentimento de remorso (vá em relação a esta última parte apenas posso falar por mim).

12 Angry Men é um exercício fantástico não só de cinema e uma verdadeira lição de Direito e até de cidadania e moral. Um filme imperdível, tal como Network.

13bly

Thursday, April 14, 2011

XXIV Fotograma

fotograma
s. m.,
cada imagem fotográfica de um filme;

L'ILLUSIONISTE
13bly

Tuesday, February 15, 2011

XXIII Fotograma

fotograma
s. m.,
cada imagem fotográfica de um filme;

A SINGLE MAN

Um filme singular, milimetricamente filmado, dotado de uma sensibilidade estética soberba e munido de desempenhos igualmente impressionantes da parte de Colin Firth e Julianne Moore. Assim é esta brilhante e promissora estreia de Tom Ford - mais habituado às lides da moda - no mundo da sétima arte.

13bly

Monday, October 11, 2010

XXII Fotograma

fotograma
s. m.,
cada imagem fotográfica de um filme;

2001: A SPACE ODYSSEY
13bly

Tuesday, August 3, 2010

XXI Fotograma

fotograma
s. m.,
cada imagem fotográfica de um filme;

THE HITCHHIKER'S GUIDE TO THE GALAXY
13bly

Friday, July 2, 2010

XX Fotograma

fotograma

s. m.,
cada imagem fotográfica de um filme;

GHOST
IN
THE
SHELL 2
INNOCENCE
13bly