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Saturday, February 23, 2013
Visão global
Friday, February 24, 2012
Remisturar é viver
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PART 1: The Song Remains the Same
PART 2: Remix Inc. PART 3: The Elements of Creativity PART 4: System Failure Já aqui falei de Everything is a Remix, uma produção de Kirby Ferguson que versa sobre a criatividade do ser humano e a originalidade de conteúdos e ideias em geral. Esta série de quatro partes chegou este mês ao fim e fê-lo em grande forma. Kirby expandiu horizontes novamente e levantou diversas questões pertinentes não só relacionadas com o mundo artístico mas com as mais variadas indústrias ou o mais banal dos quotidianos. Tal como os três primeiros episódios que lhe antecederam, vale a pena ver este último capítulo com muita atenção. |
Friday, July 8, 2011
Lixo
lixo
s. m.
1. Qualquer matéria ou coisa que repugna por estar suja ou que se deita fora por não ter utilidade;
2. Resíduo resultante de actividades domésticas, comerciais, industriais, etc., e que se deita fora.;
3. Local ou recipiente onde se acumulam esses resíduos ou matérias;
4. [Figurado] Escória, ralé.
Filmado e editado por Matthew Brown | Música de Max Richter
13bly
Wednesday, May 18, 2011
Caiu sozinho
Sunday, March 13, 2011
Dois em um: à rasca
Hoje não vai haver mixtape porque não me apetece e porque vou deixar uma palavrinha sobre a manifestação de ontem. Não fui à manifestação de 12 de Março embora apoiasse (e apoie) as suas causas. É certo que esta demonstração de descontentamento não vai resolver nenhum dos problemas contra os quais pretende protestar - penso que todos estão cientes disso - mas é preciso bater na mesa, importa chamar à atenção e dizer que existimos e que chega de brincar com o nosso futuro.
Ao pensar nesta manifestação, tirando as óbvias canções de intervenção portuguesas (desde os clássicos de Zeca Afonso ao sucesso recenta dos Deolinda passando pelos menos convencionais Homens da Luta) lembrei-me de outras duas coisas:
Ao pensar nesta manifestação, tirando as óbvias canções de intervenção portuguesas (desde os clássicos de Zeca Afonso ao sucesso recenta dos Deolinda passando pelos menos convencionais Homens da Luta) lembrei-me de outras duas coisas:
#1 NETWORK
Já em tempos partilhei aqui uma recriação do famoso discurso de Howard Beale em Network (1976) mas é perfeito demais para não repetir. O rosto cansado de Peter Finch (que venceu o Oscar com este papel) e a revolta que parece realmente sentir à flor da pele espelham os sentimentos de muita gente por este país fora. Sentimentos esses que, como um grito da janela, ecoaram ontem pelas ruas das nossas cidades.
#2 MIS-SHAPES
Este hino dos Pulp, com a letra que tem, poderia perfeitamente ser o hino desta manifestação. É que tudo bate certo. É o retrato de uma geração que, ao contrário das outras que lhe antecederam e que eram habitualmente baptizadas por terceiros, se autodenominou por "Geração à Rasca". Uma geração com poucas perspectivas de futuro apesar do seu elevado grau de formação, uma geração que - muitas vezes - paga para trabalhar, uma geração que se vê enxovalhada por um Primeiro Ministro que não respeita ninguém...
Mis-Shapes fala de tudo isso e sinto-me muito satisfeito por, também no que à violência diz respeito, o refrão tenha sido levado à letra. Ao não cometer os excessos típicos de 'malta nova aos magotes' os manifestantes honraram realmente a educação que dizem ter.
Versa assim esta Mis-Shapes:
Mis-Shapes fala de tudo isso e sinto-me muito satisfeito por, também no que à violência diz respeito, o refrão tenha sido levado à letra. Ao não cometer os excessos típicos de 'malta nova aos magotes' os manifestantes honraram realmente a educação que dizem ter.
Versa assim esta Mis-Shapes:
we'd like to go to town but we can't risk it
Oh 'cause they just want to keep us out.
You could end up with a smack in the mouth
just for standing out. Oh really.
Brothers, sisters, can't you see?
The future's owned by you and me.
There won't be fighting in the street.
They think they've got us beat, but revenge is going to be so sweet.
We're making a move, we're making it now,
we're coming out of the side-lines.
Just put your hands up - it's a raid yeah!
We want your homes, we want your lives,
we want the things you won't allow us.
We won't use guns, we won't use bombs
We'll use the one thing we've got more of - that's our minds.
Check your lucky numbers,
that much money could drag you under, oh.
What's the point of being rich
if you can't think what to do with it?
'Cause you're so bleeding thick.
Oh we weren't supposed to be,
we learnt too much at school now we can't help but see.
That the future that you've got mapped out is nothing much to shout about.
Ontem também foi dia de Fast Forward. Para citar a juri Luísa Sequeira (Fotograma e Shortcutz): no dia em que a geração à rasca saiu à rua, esta também conseguiu provar que se desenrasca e consegue ser criativa. Talvez amanhã ponha aqui alguma coisa em relação a isso.
13bly
Friday, October 1, 2010
Música para tempos de crise
Hoje é Dia Mundial da Música mas o mote das conversas é a crise e as novas medidas de austeridade. Misturando um pouco dos dois assuntos, dedico esta faixa aos desempregados, a todos os que vivem na incerteza e àqueles que vão apertar o cinto nos próximos tempos (ou seja, praticamente todos). Vale a pena prestar atenção à letra.
Well I need a dollar, a dollar, a dollar is what I need! (hey! hey!)
Said I need a dollar, a dollar, a dollar is what I need! (hey! hey!)
And I need a dollar, dollar, a dollar is what I need!
And if I share with you my story would you share your dollar with me?
Aloe Blacc - I Need A Dollar
13bly
Saturday, July 17, 2010
Aqui escreve-se português
Já está em vigor, ainda que em regime experimental, o novo Acordo Ortográfico (muito frequentemente apelidado de Desacordo Ortográfico). Muitas (se não mesmo grande parte) das publicações periódicas de Portugal já adoptaram (ou adotaram) as novas regras do 'bem escrever português' e a mim, tal como a muita gente (arrisco-me também a dizer à maioria), faz-me uma confusão danada.
vídeo retirado de Minoria Ruidosa
Serve este post, mais do que para mostrar este esclarecedor vídeo de Miguel Sousa Tavares, para informar que aqui pelo 13 billion lightyears... continuarei a escrever o português que aprendi na escola e não esta versão distorcida que tentam fazer passar pela 'língua de Camões'.
13bly
Wednesday, June 23, 2010
(X por Y)^21 | Para tempos de crise
Abaixo pode ver-se uma excelente recriação de um dos famosos discursos de Howard Beale no filme Network (1976) utilizando, de forma dinâmica, as próprias palavras de revolta que o pivot veterano debitou em directo. O filme é de 1976, mas a verdade é que parece passar-se nos dias de hoje - Howard Beale é um profeta para os nossos tempos.
| X= Discurso de Network; | Y= As próprias palavras; |
Para quem não conhece, Network (1976) é um grande filme! Trata-se de uma sátira de cortar a respiração. O filme dispara em tantas direcções que é difícil não nos envolvermos e reconhecer, nas suas críticas, algo de nós próprios. O mais interessante é que, mais de 30 anos depois, Network é hoje mais actual e relevante do que nunca - a influência e exploração dos média, a importância das audiências sobre tudo o resto, a alienação do povo em tempos de crise...
As representações e o argumento são magistrais e a Academia parece concordar pois, no seu ano, Network arrecadou os
Oscars de Melhor Actor e Actriz Principais, Melhor Actriz Secundária e
Melhor Argumento Original. Os discursos de Howard Beale (personagem principal brilhantemente desempenhada por Peter
Finch) tornaram-se lendários e são frequentemente referenciados em diversos outros filmes, documentários ou diversos
programas de televisão. Há poucos filmes assim!
13bly
Por
João Ruivo
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Cinema,
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Economia,
Movimentos,
Política,
Sociedade,
Vida,
Vídeos,
X por Y
Tuesday, April 27, 2010
Caça aos Ruivos*
O novo vídeo de M.I.A. já anda por aí a provocar o caos. Realizado por Romain Gavras, o polémico e impressionante vídeo/curta-metragem de Born Free retrata uma força de autoridade que, ostentando a bandeira dos E.U.A., reúne e abate violentamente jovens ruivos.
Confesso que a música não faz propriamente o meu género, mas o vídeo é efectivamente poderoso.
13bly
*deverei ficar preocupado?
Sunday, April 25, 2010
mixtape número vinte e dois
8 músicas de revolução

13bly
Saturday, December 19, 2009
Pirataria - em luta (pelo menos) desde 1981
Muito se fala hoje na pirataria, nos direitos de autor, nos lucros das editoras e na "queda" da indústria discográfica mas isso não é assunto novo. Muitos artistas se têm insurgido contra o monopólio.
Recorde-se o caso Radiohead que há um par de anos tanto deu que falar. Recorde-se também a compilação musical Dark Night of the Soul que incluía nomes como Pixies, Iggy Pop, The Flaming Lips ou David Lynch e que, por problemas legais com a EMI, foi editada como um CD virgem com uma nota a 'incentivar' o download ilegal.
Courtney Love que, para além de viúva de Kurt Cobain, foi vocalista dos Hole também tem uma palavrinha sobre o assunto. Não costumo ligar muito ao que sai da boca desta mulher mas desta vez vejo-me obrigado a reconhecer-lhe alguma razão.
Não são certamente casos únicos (o que não falta por aí são artistas a oferecer os seus trabalhos gratuitamente pela internet), são alguns dos que têm alguma visibilidade e impacto na indústria.
Curiosamente, ao contrário do que muitos possam pensar, esta batalha não é nova, não nasceu com a internet (embora esta a tenha fortalecido) e não é exclusiva a formatos digitais.
Recorde-se o caso Radiohead que há um par de anos tanto deu que falar. Recorde-se também a compilação musical Dark Night of the Soul que incluía nomes como Pixies, Iggy Pop, The Flaming Lips ou David Lynch e que, por problemas legais com a EMI, foi editada como um CD virgem com uma nota a 'incentivar' o download ilegal.
Courtney Love que, para além de viúva de Kurt Cobain, foi vocalista dos Hole também tem uma palavrinha sobre o assunto. Não costumo ligar muito ao que sai da boca desta mulher mas desta vez vejo-me obrigado a reconhecer-lhe alguma razão.
"Today I want to talk about piracy and music.
What is piracy?
Piracy is the act of stealing an artist's work without any intention of paying for it.
I'm not talking about Napster-type software.
I'm talking about major label recording contracts."- Courtney Love
Curiosamente, ao contrário do que muitos possam pensar, esta batalha não é nova, não nasceu com a internet (embora esta a tenha fortalecido) e não é exclusiva a formatos digitais.
In God We Trust, Inc. é um EP dos míticos Dead Kennedys e conta já 28 anos de existência. Enquanto que a sua edição em vinil dividia as 8 faixas pelos dois lados do disco, na edição de cassete a totalidade das músicas está no lado A, ficando o lado B propositadamente vazio.
A mensagem que passa é a de um claro protesto contra a indústria que, bem vistas as coisas, os sustém. Algo tem de estar errado!
A mensagem que passa é a de um claro protesto contra a indústria que, bem vistas as coisas, os sustém. Algo tem de estar errado!
Caso se interessem pelo assunto vejam o vídeo que partilhei neste post e que, na minha opinião sistematiza bem o 'problema' e as 'soluções' ou 'caminhos alternativos' a percorrer sem cair em extremismos (tanto pelo lado das editoras como pelo dos piratas) .
13bly
Monday, September 14, 2009
Literatura de férias
Estas férias a literatura saiu privilegiada e ocupei bastante do meu tempo com bons livros muito.
Poderia fazer um post individual com com cada uma destas obras. De certeza que não me faltaria assunto mas, em jeito de resumo, vou deixar apenas uns apontamentos curtos sobre os livros que li.
Poderia fazer um post individual com com cada uma destas obras. De certeza que não me faltaria assunto mas, em jeito de resumo, vou deixar apenas uns apontamentos curtos sobre os livros que li.
Depois de ter gostado de mil novecentos e oitenta e quatro como gostei não podia deixar de ler aquela que é outra das obras mais aclamadas de George Orwell. O Triunfo dos Porcos (ou Animal Farm na versão original conforme eu li) conta a história dos animais de uma quinta que se revoltam contra o 'regime tirano do Homem'.
O enquadramento histórico tem nesta obra uma grande importância nesta obra pois, como o próprio autor a caracterizou, Animal Farm é um romance 'contre Staline' e, dito isto, não é nada difícil fazer o paralelismo entre a Quinta Animal (como foi baptizada após a revolução) e a União Soviética de Staline.
Os porcos foram os mentores da revolução, mas estes rapidamente se viram corrompidos pelo poder (pois, por serem os mais inteligentes ficaram também na administração da quinta) e começaram a deturpar os valores de igualdade que inicialmente defendiam para benefício próprio. O regime comunista inicialmente idealizado transforma-se então numa espécie de ditadura autoritária na qual os intervenientes vão sendo sucessivamente manipulados.
A história é contada ao estilo de uma fábula (ou não fossem quase todos os personagens animais) e cada animal corresponde a uma classe politico-social (essa correspondência pode ser consultada em detalhe aqui). Isto, aliado à actualidade da obra, faz de Animal Farm uma acutilante caricatura social carregada de significâncias políticas.
É um livro de grande importância na História pois influenciou a forma de pensar ocidental e a sua forma de encarar a guerra. Muitos líderes, generais ou estrategas famosos tomaram decisões importantes sob influência dos ensinamentos de Sun Tzu.
A Arte da Guerra é pequeno e de leitura fácil, pois para além da divisão nos 13 capítulos, estes estão escrito por pontos, cada um deles representando um conselho a seguir. É portanto uma obra de leitura obrigatória e cujos ensinamentos devem ser acatados.
William Blake disse: "If the doors of perception were cleansed every thing would appear to man as it is, infinite.", Aldous Huxley ficou curioso e experimentou mescalina, Jim Morrison (e muitos outros dessa geração) inspirou-se e nasceram os The Doors.
Foi mais ou menos esta cadeia de acontecimentos que me despertou a curiosidade de ler As Portas da Percepção. Os 'Doors' são uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos e portanto seria indispensável conhecer as suas origens.
Aldous Huxley, nascido a 1894, foi um notável escritor e académico inglês e é considerado como que o pai de toda uma cultura psicadélica e geração de beatnicks. Este acreditava nos benefícios espirituais do consumo de mescalina e a determinada altura da sua vida surgiu-lhe a oportunidade de consumi-la num ambiente controlado com a presença de um psicólogo. As Portas da Percepção não é mais que o registo das sensações e experiências vividas nessa sessão.
Céu e Inferno, é uma outra obra de Huxley habitualmente editada em conjunto com As Portas da Percepção dada a temática comum. Esta segunda obra dedicada à mescalina é um ensaio ou uma dissertação filosófica que relaciona as visões frequentes do consumo das drogas psicotrópicas com uma experiência mística e espiritual. Ele defende que o consumo dessas drogas pode possibilitar a exploração daquilo a que ele chama 'os antípodas da mente' (as regiões inexploradas).
Neste fascinante ensaio são abordados temas desde a arte à religião e compara os efeitos do consumo da mescalina com o jejum, a auto-flagelação, o ioga, a adrenalina ou qualquer outro factor capaz de modificar a percepção do ser humano. Acaba por ser irónico que eu tenha comprado este livro com a ambição de ler As Portas da Percepção e tenha acabado a gostar mais de Céu e Inferno.
É de louvar a capacidade que Saramago demonstra de se transformar de uma forma tão radical, especialmente dado o precário estado da sua saúde aquando da escrita desta obra. É certo que a crítica ao ser humano não é posta de lado, mas a sua abordagem é muito mais ligeira.
Confesso estar ansioso por ler uma terceira (e talvez mais) obra de Saramago para poder confirmar, não a sua qualidade que essa é inegável, mas a sua versatilidade como escritor.
Segue-se A Luz de Stephen King (também conhecido como The Shining)
Wednesday, September 9, 2009
Estilo Inconfundível #3
Há já alguns anos que admiro o trabalho de Banksy, mas depois de ver algumas das suas obras no muro que separa Israel da Palestina este post tornou-se inevitável.
Frequentemente político e quase sempre polémico, assim é Banksy, uma espécie de guerrilheiro que faz da arte a sua arma. As suas obras são maioritariamente grafitis de rua, mas as suas 'armas' podem também ser desenhos, pinturas, esculturas, complexas instalações ou actos verdadeiramente impensáveis.
A sua luta é quase sempre contra 'o poder' ou 'a autoridade', são frequentes imagens a ridicularizar polícias e militares ou até a própria rainha de Inglaterra. As suas obras polémicas envolvem muitas situações embaraçosas para com as forças de segurança, seja na forma de homossexualidade, abuso de autoridade ou actos banais do dia-a-dia, o certo é que Banksy é uma espécie de pedra no sapato de muita gente.
Mas as suas causa são também humanitárias (geralmente em defesa das crianças) realçando muitas vezes a hipocrisia de algumas instituições internacionais, os contrastes entre culturas ou o circo mediático à volta de certas situações. A guerra é mais uma vez o seu alvo preferido, mas nesta área Banksy ataca ainda fortemente o capitalismo e consumismo.

Já algumas figuras públicas foram alvo das investidas de Banksy. Um exemplo disso é Paris Hilton que aquando do lançamento do seu álbum de música (?) viu alguns dos seus discos serem substituídos nas prateleiras das lojas por versões discretamente adulteradas do mesmo de forma a que fossem comprados por engano. Reza a lenda que nenhum dos discos adulterados foi devolvido ás lojas.
Banksy já entrou também em jardins zoológicos e museus de renome (como o Louvre, o Tate ou o museu Britânico) deixando mensagens nas jaulas dos animais ou obras suas penduradas lado a lado com a de outros grandes nomes da arte.
Actualmente Banksy tem a sua própria exposição cheia de complexas instalações e obras fascinantes no museu de Bristol. Exposição essa que também não teve livre de polémicas pois foi organizada em segredo.

Mas a mensagem de Banksy não é só de protesto, humor ou 'bota-abaixismo'. Há também, na sua obra, a sua dose de esperança e de inconformismo. Quase todos os grafitis do muro da Palestina, para além do óbvio protesto, transmitem uma esperança de que o muro um dia seja derrubado e o inconformismo e espírito batalhador está presente em todos os seus trabalhos.
Banksy já entrou também em jardins zoológicos e museus de renome (como o Louvre, o Tate ou o museu Britânico) deixando mensagens nas jaulas dos animais ou obras suas penduradas lado a lado com a de outros grandes nomes da arte.
Actualmente Banksy tem a sua própria exposição cheia de complexas instalações e obras fascinantes no museu de Bristol. Exposição essa que também não teve livre de polémicas pois foi organizada em segredo.
Uma outra característica que gostaria de salientar (e que já foi vista nalgumas das amostras anteriores) é que, não raras vezes, Banksy aproveita-se do que já lá está, dando-lhe o seu toque final e produzindo poderosas mensagens ora humorísticas ora de indignação e protesto.
13bly
Saturday, August 8, 2009
1984 (mil novecentos e oitenta e quatro)
Mil Novecentos e Oitenta e Quatro é, a par com O Triunfo dos Porcos, um dos romances mais aclamados de George Orwell e também como O Triunfo dos Porcos (que irei ler em breve), supera a definição de um 'simples' romance. Mil Novecentos e Oitenta e Quatro é mais que um romance e mais que uma análise/crítica político-social. É uma espécie de exercício de futurologia nesse mesmo campo.
Mais do que achar piada à história interessa, nesta obra, analisar e entender os conceitos que ela abrange. A política, o regime instaurado, as tensões sociais, as atitudes e motivações (ou falta delas) dos personagens.
George Orwell criou um mundo utópico com um governo totalitário e ultra-controlador e tudo em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro ajuda ao enquadramento e à caracterização dessa época ficcional.
Mil Novecentos e Oitenta e Quatro é uma obra marcante que inspirou muitas outras mentes criativas dando origem a filmes (Equilibrium, Brazil...), livros (V for Vendetta...), programas de TV (descaradamente o Big Brother mas também muitos outros reality-shows), músicas (um sem número de artistas como Rage Against the Machine, Muse ou David Bowie) ...
George Orwell criou um mundo utópico com um governo totalitário e ultra-controlador e tudo em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro ajuda ao enquadramento e à caracterização dessa época ficcional.
Mil Novecentos e Oitenta e Quatro é uma obra marcante que inspirou muitas outras mentes criativas dando origem a filmes (Equilibrium, Brazil...), livros (V for Vendetta...), programas de TV (descaradamente o Big Brother mas também muitos outros reality-shows), músicas (um sem número de artistas como Rage Against the Machine, Muse ou David Bowie) ...
Como previsão de um potencial futuro, Orwell não acertou na mouche, mas não é difícil de ver muito de Mil Novecentos e Oitenta e Quatro na sociedade, cultura e políticas actuais. O controlo pode não ser feito com câmaras e gravadores nas casas das pessoas, mas é feito através de registos multibanco, chips em matrículas (há já quem tenha chips de localização subcutâneos)ou câmaras de segurança em locais públicos (como estações, aeroportos, escolas, repartições de finanças...) para enumerar alguns.
A manipulação das notícias pode não ser tão descarado como em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, mas todos sabemos que existe algum controlo. Também a 'nossa' política de educação, não indo tão longe como a de Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, pouco fomenta a criatividade e o pensamento construtivo/livre optando por uma formatação pouco cuidada. Para além disso, o mundo que Orwell criou encontra-se num estado de guerra constante. Será o nosso assim tão diferente?
A manipulação das notícias pode não ser tão descarado como em Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, mas todos sabemos que existe algum controlo. Também a 'nossa' política de educação, não indo tão longe como a de Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, pouco fomenta a criatividade e o pensamento construtivo/livre optando por uma formatação pouco cuidada. Para além disso, o mundo que Orwell criou encontra-se num estado de guerra constante. Será o nosso assim tão diferente?
Apesar das semelhanças há coisas que, actualmente e no nosso mundo, seriam impensáveis. Uma nova língua cujo vocabulário é decrescente por forma a limitar o pensamento; retirar o prazer ao sexo tornando-o uma tarefa necessária para a concepção de crianças; censura de praticamente tudo o que for cultural e artístico limitando toda a criatividade; manipulação do passado alterando os arquivos noticiosos e placas de monumentos entre outros; uma Polícia de Pensamento encarregue de deter todos os que tenham pensamentos impróprios (que vão contra as regras estabelecidas pelo governo) e uma política de educação que manipule as crianças desde a nascença retirando-lhes toda a personalidade e destruindo por completo o conceito de família.
Guerra é paz.
Liberdade é escravidão.
Ignorância é força.
Mil Novecentos e Oitenta e Quatro foi uma das obras que mais me marcou. Irei sem dúvida ler mais das obras de Orwell e também do seu "mentor", Aldous Huxley (principalmente Admirável Mundo Novo, ao qual Mil Novecentos e Oitenta e Quatro é tantas vezes comparado).
Liberdade é escravidão.
Ignorância é força.
Mil Novecentos e Oitenta e Quatro foi uma das obras que mais me marcou. Irei sem dúvida ler mais das obras de Orwell e também do seu "mentor", Aldous Huxley (principalmente Admirável Mundo Novo, ao qual Mil Novecentos e Oitenta e Quatro é tantas vezes comparado).
13bly
Saturday, July 11, 2009
Se Deus tivesse um mp3... [5]
... de certeza que esta música estaria lá!
The line it is drawn
The curse it is cast
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
Will later be fast
As the present now
Will later be past
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
Will later be last
For the times they are a-changin'.
Bob Dylan - The Times They Are A-Changin'
13bly
Saturday, June 27, 2009
Money, it's a crime!
Pelos vistos o aclamado festival de cinema não é o único evento de destaque a decorrer em Cannes. Acaba hoje o Cannes Lions International Avertising Festival e, este ano, o grande prémio na categoria de publicidade de exterior (outdoor) foi para o jornal The Zimbabwean.
The Zimbabwean é um jornal é dirigido aos zimbabweanos que vivem no Reino Unido e no sul de África (principalmente Botswana e África do Sul). De realçar que no próprio Zimbabwe, o jornal é taxado com 55% de imposto de luxo, tornando-o praticamente inacessível a quase toda a população e que o seu fundador e actual editor está a residir no Reino Unido após ter sido expulso do Zimbabwe como 'inimigo do povo'.
The Zimbabwean é um jornal é dirigido aos zimbabweanos que vivem no Reino Unido e no sul de África (principalmente Botswana e África do Sul). De realçar que no próprio Zimbabwe, o jornal é taxado com 55% de imposto de luxo, tornando-o praticamente inacessível a quase toda a população e que o seu fundador e actual editor está a residir no Reino Unido após ter sido expulso do Zimbabwe como 'inimigo do povo'.
A campanha aposta em frases fortes imprimidas directamente em notas com as seguintes variantes:
"Z$250,000,000 cannot buy the paper to print this poster on"
"It's cheaper to print this on money than paper"
"Thanks to Mugabe this money is wallpaper"
"Fight the regime that has crippled a country"
"It's cheaper to print this on money than paper"
"Thanks to Mugabe this money is wallpaper"
"Fight the regime that has crippled a country"
Num claro protesto contra o regime do presidente Mugabe, esta campanha é acima de tudo uma chamada de atenção à incomportável situação vivida num país cuja inflação, recorde-se, atingiu valores absurdos como 231.000.000%.
13bly
Monday, June 8, 2009
Sobre a guerra à pirataria:
Numa altura em que a pirataria é, cada vez mais, ordem do dia e as atitudes por parte dos detentores dos direitos de autores são também cada vez mais agressivas... numa altura em que o Partido Pirata da Suécia elege um representante para o Parlamento Europeu (dois caso se sigam as regras do Tratado de Lisboa)... numa altura em que se fala de regulamentar a utilização da Internet de uma forma quase castrante face ás potencialidades quase infinitas que ela possui... numa altura que a cultura começa a querer sair da estagnação e marasmo na qual se tinha instalado durante anos...
Felizmente essas alternativas existem e FINALMENTE vejo que alguém conseguiu, de forma responsável e ponderada, apresentá-las e difundi-las pela Internet estando assim ao alcance de todos. É importante referir que as medidas sugeridas preocupam-se sobretudo com a cultura e a sua difusão sem nunca desrespeitar os autores (artistas) nem pôr de lado os seus direitos.
Resta apenas esperar que com esta palestra (e outras que tais) se consiga abrir os olhos a muita gente.
13bly
Por
João Ruivo
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Sunday, December 28, 2008
"Espírito da época"
E não, não estou a falar de espírito natalício, muito pelo contrário.
Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época ou espírito do tempo. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.
- in Wikipedia

O filme está divididio em três partes distintas e aborda várias temáticas
Se por um lado acho que toda a gente deveria ver este filme, por outro são necessárias algumas cautelas pois nem tudo o que é apresentado o é feito com base em provas irrefutáveis e frequentemente com base em suposições ou informações de fonte dúbia.
Apesar de algumas incorrecções ou "acusações" infundadas são de facto alarmantes as "coincidências" constatadas nalgumas das situações expostas neste documentário. Senão for para mais nada, Zeitgeist serve para levantar questões e para nos por mais atentos e a pensar.
Zeitgeist é portanto um documentário sensacionalista que explora o gosto que todos temos por conspirações e deve ser encarado com alguma cautela. Em termos visuais não é grande coisa, mas compensa no interesse do conteúdo e uma vez que foi distribuído gratuitamente pela internet não se lhe pode exigir muito. Achei, no entanto, que a Parte I estava desligada das restantes não se fazendo um grande encadeamento lógico entre elas, já o mesmo não se passou entre as Partes II e III.
Resta dizer que fiquei com a pulga atrás da orelha e que vou andar mais atento a pequenos sinais aparentemente insignificantes. Segue-se a sequela, Zeigeist: Addendum que prometo ver brevemente.
13bly
Lançado gratuitamente via Google Videos em 2007 pelo seu criador Peter Joseph, Zeitgeist é um documentário que desvenda ao longo de duas horas teorias de conspiração de uma dimensão colossal.
O filme está divididio em três partes distintas e aborda várias temáticas
- The greatest story ever told - que gira à volta de religião e da desconstrução do mito de Jesus Cristo;
- All the world's a stage - com insinuações que levam a questionar a verdadeira origem e fim dos atentados de 11 de Setembro e da própria "Guerra ao Terror";
Don't mind the men behind the curtain - que revela a gigante conspiração de controlo mundial que passou pela orquestração das maiores guerras que o mundo já viu.
Se por um lado acho que toda a gente deveria ver este filme, por outro são necessárias algumas cautelas pois nem tudo o que é apresentado o é feito com base em provas irrefutáveis e frequentemente com base em suposições ou informações de fonte dúbia.
Apesar de algumas incorrecções ou "acusações" infundadas são de facto alarmantes as "coincidências" constatadas nalgumas das situações expostas neste documentário. Senão for para mais nada, Zeitgeist serve para levantar questões e para nos por mais atentos e a pensar.
Zeitgeist é portanto um documentário sensacionalista que explora o gosto que todos temos por conspirações e deve ser encarado com alguma cautela. Em termos visuais não é grande coisa, mas compensa no interesse do conteúdo e uma vez que foi distribuído gratuitamente pela internet não se lhe pode exigir muito. Achei, no entanto, que a Parte I estava desligada das restantes não se fazendo um grande encadeamento lógico entre elas, já o mesmo não se passou entre as Partes II e III.
Resta dizer que fiquei com a pulga atrás da orelha e que vou andar mais atento a pequenos sinais aparentemente insignificantes. Segue-se a sequela, Zeigeist: Addendum que prometo ver brevemente.
13bly
Por
João Ruivo
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Vídeos
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comentários
Friday, December 12, 2008
E tudo o vento leva...
How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
Bob Dylan - Blowin' in the Wind

13bly
Sunday, December 7, 2008
Assimetria
Depois da "homenagem" à simetria, falemos do seu oposto.
Todos temos a noção de que um rosto é simétrico, mas na verdade há algumas assimetrias.
Alguém achou que seria engraçado evidenciar isso fez um estudo pegando em fotos de caras conhecidas e "espelhou" cada metade do seu rosto de acordo com o esquema:
Todos temos a noção de que um rosto é simétrico, mas na verdade há algumas assimetrias.
Alguém achou que seria engraçado evidenciar isso fez um estudo pegando em fotos de caras conhecidas e "espelhou" cada metade do seu rosto de acordo com o esquema:

Se o estudo foi ou não bem sucedido já não sei mas, apesar de grande parte das diferenças verificadas se deverem a iluminação ou ao facto de a pessoa não estar perfeitamente de frente para a câmara, não deixa de ser uma experiência engraçada.
Vejam-se alguns exemplos:
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| George W. Bush | Bill Clinton |
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| Jim Morrison | Bob Dylan |
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| Albert Einstein | Marylin Monroe |
Mais alguns aqui.
13bly






