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Wednesday, September 9, 2009

Estilo Inconfundível #3

 Há já alguns anos que admiro o trabalho de Banksy, mas depois de ver algumas das suas obras no muro que separa Israel da Palestina este post tornou-se inevitável.


Frequentemente político e quase sempre polémico, assim é Banksy, uma espécie de guerrilheiro que faz da arte a sua arma. As suas obras são maioritariamente grafitis de rua, mas as suas 'armas' podem também ser desenhos, pinturas, esculturas, complexas instalações ou actos verdadeiramente impensáveis.



A sua luta é quase sempre contra 'o poder' ou 'a autoridade', são frequentes imagens a ridicularizar polícias e militares ou até a própria rainha de Inglaterra. As suas obras polémicas envolvem muitas situações embaraçosas para com as forças de segurança, seja na forma de homossexualidade, abuso de autoridade ou actos banais do dia-a-dia, o certo é que Banksy é uma espécie de pedra no sapato de muita gente.



Mas as suas causa são também humanitárias (geralmente em defesa das crianças) realçando muitas vezes a hipocrisia de algumas instituições internacionais, os contrastes entre culturas ou o circo mediático à volta de certas situações. A guerra é mais uma vez o seu alvo preferido, mas nesta área Banksy ataca ainda fortemente o capitalismo e consumismo.


Já algumas figuras públicas foram alvo das investidas de Banksy. Um exemplo disso é Paris Hilton que aquando do lançamento do seu álbum de música (?) viu alguns dos seus discos serem substituídos nas prateleiras das lojas por versões discretamente adulteradas do mesmo de forma a que fossem comprados por engano. Reza a lenda que nenhum dos discos adulterados foi devolvido ás lojas.
Banksy já entrou também em jardins zoológicos e museus de renome (como o Louvre, o Tate ou o museu Britânico) deixando mensagens nas jaulas dos animais ou obras suas penduradas lado a lado com a de outros grandes nomes da arte.
Actualmente Banksy tem a sua própria exposição cheia de complexas instalações e obras fascinantes no museu de Bristol. Exposição essa que também não teve livre de polémicas pois foi organizada em segredo.


Mas a mensagem de Banksy não é só de protesto, humor ou 'bota-abaixismo'. Há também, na sua obra, a sua dose de esperança e de inconformismo. Quase todos os grafitis do muro da Palestina, para além do óbvio protesto, transmitem uma esperança de que o muro um dia seja derrubado e o inconformismo e espírito batalhador está presente em todos os seus trabalhos.




Uma outra característica que gostaria de salientar (e que já foi vista nalgumas das amostras anteriores) é que, não raras vezes, Banksy aproveita-se do que já lá está, dando-lhe o seu toque final e produzindo poderosas mensagens ora humorísticas ora de indignação e protesto.


Há quem veja estas obras como actos de vandalismo ou partidas de mau gosto. Eu prefiro 'catalogar' isto como arte.

13bly

Friday, June 12, 2009

Estilo inconfundível #2

Depois de Klimt aqui está outro dos meus artistas favoritos, Yoshitaka Amano.
Amano tem uma identidade muito própria, fruto de uma mistura de um estilo assumidamente asiático mas com influências ocidentais incontornáveis. Se por um lado é fácil ligar a sua obra com o tão tradicionalmente japonês ukiyo-e (também conhecido por estampa japonesa), por outro, na maior parte dos casos é difícil de dissocia-lo do estilo art-noveau (do qual Klimt foi um dos pioneiros) tornando-se assim fácil de identificar.
Os trabalhos de Amano são muito variados, a sua obra já serviu de ilustração para vídeo-jogos (entre os quais grande parte dos Final Fantasy através dos quais eu o conheci), bandas desenhadas, romances, filmes de animação, revistas, cenários de teatro, exibições em galerias de arte e muitos dos seus próprios art-books.
A sua arte oscila desde uma simplicidade absoluta traçando quase o mínimo indispensável à compreensão da imagem até pinturas super carregadas de detalhes impressionantes. Também nas cores ele pode passar de uma simples paleta em tons de castanhos para uma completa explosão de coloridos a fazer lembrar os padrões muito trabalhados dos kimonos ou aquelas texturas psicadélicas muito visíveis na obra de Klimt e seus seguidores.

Parece óbvio que, tendo produzido ilustrações para tantas obras de ficção fantástica, a arte de Amano venha também influenciada por toda esse ambiente mágico e mitológico. É frequente a representação de monstros, espíritos, divindades e demónios ou até princesas e outras criaturas fantásticas envolvidos em batalhas épicas. Até a mais simples paisagens tem sempre algo de surreal que nos transporta a um outro mundo que não este em que vivemos.

Outro traço distintivo da arte de Amano são as feições efeminadas que ele dá a todos os seus personagens. Por mais másculos que eles sejam as suas linhas são sempre muito delicadas, ao ponto de, por vezes, ser difícil de distinguir o género das suas personagens (mas também há quem diga que a Mona Lisa é um homem portanto não vou por aí).

Devo confessar que foi mesmo muito difícil escolher quais, do seu imenso leque de ilustrações, havia de colocar aqui. Todas elas são fantásticas e me fascinam de alguma forma!
Optei portanto por evitar as peças relacionadas com Final Fantasy uma vez que serão as são as mais conhecidas e dessa forma divulgar o alcance da sua obra.

A quem quiser conhecer mais do fantástico portfolio deste artista aconselho vivamente a visitar, por exemplo, Amano's World, uma de muitas páginas que facilmente se encontram fazendo uma busca pelo nome deste Senhor.
De certeza que não se arrependem porque Yoshitaka Amano é sem dúvida um génio dos nossos tempos!

13bly

Wednesday, July 23, 2008

Estilo inconfundível


Gustav Klimt foi, acima de tudo um artista excepcional que nos deixou trabalhos realmente deslumbrantes. Klimt, austríaco de gema, destacou-se no movimento art nouveau e o seu trabalho foca-se bastante no corpo feminino e tem frequentemente uma grande carga erótica (veja-se o caso extremo de "Mulher Sentada").


13bly