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Tuesday, March 6, 2012

O Mexefest e o Ponto Alternativo (ou vice-versa)


"O Ponto Alternativo é um espaço de quem gosta de música para quem gosta de música."

Se até aqui apenas fazia parte do segundo grupo referido na frase acima, desde sexta feira que integro também a primeira metade da equação. Com a cobertura ao Festival Mexefest iniciei uma colaboração com a webzine Ponto Alternativo, colaboração essa que se espera proveitosa para as duas partes. Obrigado PA!

REPORTAGEM
PONTO ALTERNATIVO
DIA 1 DIA 2
13bly

Friday, March 2, 2012

Até logo, Lourdes! Até logo, Annie!

Russian Red

23h25 @ Ateneu Comercial do Porto
St. Vincent

00h30 @ Coliseu do Porto
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Tuesday, February 14, 2012

Hello, is it me you're looking for?

ou "Como fazer um post em condições no malogrado dia dos namorados."



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Thursday, January 26, 2012

Fins de semana preenchidos

"ESTRADA DE PALHA" de Rodrigo Areias
com banda sonora ao vivo de Legendary Tigerman e Rita Redshoes
Sexta, 27 de Janeiro
Fundação de Serralves, Porto
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Sábado, 28 de Janeiro
Centro Multimeios, Espinho
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Domingo, 29 de Janeiro
CAE S. Mamede, Guimarães

JP SIMÕES
Sábado, 28 de Janeiro
Tertúlia Castelense, Maia


TÓ TRIPS
Domingo, 29 de Janeiro
Cafe au Lait, Porto


Às vezes enerva-me quando parece que se juntam todas as coisas interessantes no mesmo fim-de-semana. Eu sei que devia ficar contente - este é um sinal da crescente a oferta cultural da zona norte - mas, como não se consegue ir a tudo, fica sempre alguma espinha atravessada. Este ano, com a Capital Europeia da Cultura em Guimarães e a Capital Europeia da Juventude em Braga a somar à já habitual oferta cultural de qualidade do Porto, é de esperar um 2012 incrível onde esta situação se irá repetir muitas vezes.

13bly

Saturday, December 31, 2011

Bom ano novo e champanhe com fartura



"I tell ya, it's gonna be a champagne year."
St. Vincent - Champagne Year
(Takashi Murakami @ Château de Versailles)
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Thursday, December 1, 2011

avulso - and the glitter is gone

avulso (latim avulsus, -a, -um, separado, arrancado)
adj.
isolado, solto, desconexo, desirmanado.
Contexto - Optimus Clubbing
Local - Casa da Música, Porto
Data - 19 Nov 2011
13bly

Monday, October 17, 2011

Sete cães a um osso - D'Bandada Optimus Discos @ Porto (15-10-2011)

Se aos muitos milhares de pessoas que usualmente frequentam a baixa portuense juntarmos uma noite agradável, um evento atractivo a custo zero e mais umas quantas de pessoas que terão ficado por ali depois da manifestação de 15 de Outubro o que se obtém é uma noite que poderia ter sido memorável mas que acabou por ser uma experiência mal sucedida devido ao excesso de público.


Do ponto de vista da Optimus imagino que esta D'Bandada tenha sido um sucesso tremendo - todos os espaços esgotados, milhares de pessoas nas ruas com panfletos e diversos acessórios cor-de-laranja - mas as coisas são bem diferentes 'na óptica do utilizador'. As longas filas e a lotação reduzida da maior parte dos espaços tornaram numa tarefa quase impossível assistir aos concertos. A afluência era tal que deve ter havido um número significativo de pessoas que nem a um espectáculo assistiu e mesmo eu apenas consegui acesso a uma das salas - o Café Ceuta para ver Minta & the Book Trout e Márcia.

O facto de o evento ser gratuito não o torna imune a críticas. É por isso acredito que o evento, caso venha a repetir-se, este deverá ser repensado pois nestes moldes é deveras frustrante ir à D'Bandada. Talvez isto se resolva com mais concertos ao ar livre, cobrando algum valor simbólico ou, tomando a bodyspace como exemplo, realizando o evento durante a tarde de forma a não haver o encontro entre o 'pessoal da noite e dos copos' com o 'pessoal dos concertos'. Para além disso, esta última sugestão serviria também para dinamizar a baixa num período que não o nocturno uma vez que, durante as noites e especialmente ao fim de semana, ela está sempre ao rubro (com ou sem concertos).


Mas vamos esquecer as partes más por um minuto e vamos às partes boas. Estava um calor infernal no Café Ceuta quando Francisca Cortesão, ou Minta como prefere que lhe chamem no meio artístico, subiu ao pequeno palco. Não o fez sozinha mas também não o fez com a sua companhia habital - os Book Trouts - fê-lo sim com Francisco Silva, também conhecido por Old Jerusalem. O concerto começou com um par em palco mas quando terminou estavam este era ocupado por três pessoas. No último tema Minta convidou Márcia - as duas referiram que partilham o palco com frequência - para se juntar a ela e a Old Jerusalem. Mais tarde Márcia viria a retribuir a gentileza depois de simpaticamente percorrer alguns dos temas do sublime EP homónimo (editado precisamente pela Optimus Discos) e de (o não-tão-bom-álbum de estreia que irá ser reeditado em breve).

Tanto Minta como Márcia apresentaram-se num registo puramente acústico e de grande cumplicidade apesar das difíceis condições do Café Ceuta. Não deve ser nada fácil dar um concerto acústico e fazer-se ouvir por entre grupos a jantar e a soltar sonoras gargalhadas, funcionários a tirar cafés e a servir bebidas ao balcão e louças diversas que caem ao chão e se estilhaçam em mil pedaços. Ainda assim, apesar da falta de respeito patente nalgumas destas dificuldades, são coisas desse tipo que dão uma textura especial a estes pequenos concertos.

A parte final da festa decorreu no mosteiro de S. Bento da Vitória animada pelas batidas fortes de Stereossauro e DJ Ride num notável contraste entre os ritmos modernos do hip-hop e a envolvência algo mística deste espaço antigo. O único problema aqui resumiu-se novamente a uma palavra - "fila", embora desta vez a situação seja bem mais difícil de compreender. Neste caso as filas não eram para entrar mas sim para consumir. Entre a 1h e as 3h da manhã o bar era aberto pelo que estava bastante concorrido, no entanto não havia gente minimamente suficiente para atender aos pedidos dando origem a novas esperas desesperantes (chegou a uma hora).

Resumindo da forma mais simples possível: a D'Bandada é sem dúvida uma iniciativa louvável, só é pena que as coisas não tenham realmente corrido da melhor maneira.

13bly

Monday, June 6, 2011

avulso - Festa em Serralves ou vice-versa

avulso (latim avulsus, -a, -um, separado, arrancado)
adj.
isolado, solto, desconexo, desirmanado.
Contexto - Serralves em Festa
Local - Fundação de Serralves
Data - 28 Mai 2011
13bly

Wednesday, May 25, 2011

É festa!! É festa!!

A 8ª edição do Serralves em Festa realiza-se a 28 e 29 de Maio, durante 40 horas consecutivas. Este é o maior festival de expressão artística contemporânea em Portugal e um dos maiores da Europa, com actividades para todas as idades, para todas as famílias e para a família toda. São centenas de eventos a decorrer nos vários espaços de Serralves e também em alguns pontos da Baixa do Porto e no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. O Serralves em Festa é já ponto de passagem obrigatório para dezenas de milhares de pessoas.
Das 8h da manhã de sábado, 28 de Maio, até às 24h de Domingo, 29 de Maio, Serralves recebe mais de 240 eventos, com actividades pensadas para todas as idades. Estão representadas as áreas da Performance, Música (Improvisada, Pop Rock, Electrónica, Experimental, Jazz, DJs), Dança Contemporânea, Acrobacia, Circo Contemporâneo , Circo de Objectos Sonoros, Teatro (Teatro de Rua, Teatro para Infância e Juventude, Teatro de Marionetas) Cinema, Vídeo, Instalação, Fotografia, Visitas Orientadas, Exposições, Workshops e actividades para Crianças e Famílias.

É já este fim de semana a edição de 2011 do Serralves em Festa. No texto acima há um montão de bons argumento para que ninguém falte a esta festa... e digo isto quase como se os belíssimos jardins da Fundação não fossem suficientes para convencer seja quem for.

13bly

Monday, May 23, 2011

Os novos anos 80 - Ariel Pink @ Clubbing, Casa da Música (21-05-2011)


Em cada mês do ano surge uma nova edição do Clubbing. Esta foi a minha primeira visita à Casa da Música de 2011 (e segunda ao todo). Quando vi que Ariel Pink e os seus Haunted Graffiti iam estar presentes tive também eu de me chegar à frente - afinal Before Today fora um dos meus discos preferidos de 2010.

Não cheguei à Casa da Música a tempo do Drumming pelo que a noite começou com a já habitual e sempre agradável sessão do Álvaro Costa. Desta vez o sujeito em análise era Lou Reed e, claro, os Velvet Underground e respectivas ligações a Andy Warhol e Nico. Da Cibermúsica passei para a grandiosa Sala Suggia onde iriam actuar Matthew Herbert e Ariel Pink - os principais nomes da noite - precisamente por esta ordem.

Sou um confesso desconhecedor do trabalho de Matthew Herbert - pouco mais sei para além de que o homem é uma espécie de génio criativo que não faz nada dentro do registo tradicional. Se o concerto de Sábado serviu para alguma coisa foi precisamente para confirmar essa sua faceta desviante.

O espectáculo começou a rasgar com um som industrial agressivo, seguiram-se algumas aproximações a techno e experimentalismos diversos ao ponto que parecia que todo o equipamento estava avariado. Na minha inocência convenci-me de que o concerto apenas seria assim numa fase inicial e deixei-me ficar mais um bocado à espera daquele som dançável que tinha ouvido no youtube. As minhas expectativas acabaram por sair defraudadas e em breve me apercebi de que aquilo estava para durar. Admito que possa ter sido um espectáculo brilhante para os fãs do género mas aquela não era definitivamente a minha praia pelo que abandonei a Sala Suggia na esperança de ainda apanhar um bocado de Glasser na Sala 2. Muitos estarão agora a pensar: dá Deus nozes a quem não tem dentes.

Já não fui a tempo de Glasser e pela altura que Laurel Halo iniciou a sua actuação estava quase na hora de Ariel Pink pelo que regressei à Sala Suggia.


Se virmos bem as coisas este concerto de Ariel Pink é um contra-censo quase irónico, senão veja-se - Ariel Pink, um praticante do lo-fi e do DIY caseiro, a actuar numa sala tão sumptuosa como a Suggia. No mínimo caricato mas tenho de admitir que acabou por nem resultar mal.

Ariel Pink, cujo nome verdadeiro é Ariel Rosenberg, é conhecido pelos seus humores inconstantes mas, na noite de Sábado até se portou bem - um pouco distante é certo mas também não amuou. Com uma fatiota que fazia lembrar Axl Rose (curiosamente o apelido é 'coincidente' e também este é de feitio complicado), assumiu o seu lugar no palco junto da banda que o acompanha, os Haunted Graffiti. O ambiente esteve um pouco estranho nos dois primeiros temas mas, como se costuma dizer, à terceira foi de vez. Bright Lit Blue Sky deu o mote e o público não ofereceu mais resistência - concentrou-se em frente ao palco e improvisou uma pista de dança em frente ao palco. Daí para a frente o espectáculo estava ganho e percorreu-se grande parte de Before Today - com destaque óbvio para a pop perfeita de Round and Round.

Com cheirinhos de synth-pop aqui e uma pontada de glam acolá a música de Ariel Pink atinge o seu auge quando as referências aos anos 80 são mais óbvias e mais convidativas à dança acabando. Por outro lado espectáculo perde-se um bocadinho quando os desvarios sonoros são mais tresloucados. Apesar de ter gostado bastante do concerto não posso deixar de referir que o som teve os seus problemas durante quase toda a sua duração principalmente na voz do protagonista tornando quase imperceptíveis grande parte das letras. Esta falha não foi no entanto - pelo menos para mim - suficiente para estragar um espectáculo que, não tendo sido genial, foi ainda assim muito bom.


A noite terminou, como habitual, no Restaurante. A animação estava a cargo de DJs da famosa editora Kitsuné - não sendo mais uma vez o nicho musical em que me sinto mais confortável pareceu-me que estavam a fazer um bom trabalho a equilibrar 'música comercial' e 'qualidade musical e técnica' e desta forma manter a pista de dança bem composta. Foi assim o ponto final de mais uma noite deste magnífico evento que já está bem enraizado na noite portuense e que, espero, assim irá continuar durante muito e muito tempo.

13bly

Friday, May 13, 2011

O meu querido mês de Maio


Sábado, 14 de Maio

LONG WAY TO ALASKA
CCVF, Guimarães
Sábado, 14 de Maio

NORBERTO LOBO
Passos Manuel, Porto
Sábado, 14 de Maio

JOSH ROUSE
São Mamede, Guimarães

Domingo, 15 de Maio

ERICA BUETTNER
Cafe au Lait, Porto
Sábado, 21 de Maio

ARIEL PINK
Casa da Música, Porto
Sexta-feira, 27 de Maio

TORO Y MOI
Teatro Municipal, Vila do Conde

E não esquecer que no último fim de semana do mês ainda há Serralves em Festa que, se por si já era muito bom, com Gang Gang Dance e Black Bombaim torna-se mais que óptimo. E já sem falar que, mesmo indo às escuras, se encontram sempre agradáveis surpresas nos jardins de Serralves

Bom bom era dar para ir a tudo. Como (ainda) não tenho o dom da ubiquidade, pelo menos amanhã vou ter de escolher... Quem sofre é a carteira (se bem que isto é tudo baratinho ou de borla).

13bly

Wednesday, March 23, 2011

Música para os meus Domingos



É já no próximo Domingo a terceira edição do BODYSPACE AU LAIT - a primeira com direito a carimbo no passaporte. Depois de uma estreia brilhante com JP Simões e de uma segunda sessão (à qual não fui mas que a avaliar pelos vídeos deve ter sido bem bonita) que marcou também ela uma estreia - a de blac koyote, o novo projecto de José Alberto Gomes dos Nimai - é agora a vez dos norte-americanos Jesse Sparhawk e Eric Carbonara encherem o acolhedor Café au Lait com a sua música. Não devo faltar!

Ahh, apesar de dizer no poster acima, nunca é demais referir: a entrada é livre.

13bly

Monday, March 14, 2011

Nova edição do Festival Fast Forward...

... nova noite sem dormir, nova experiência inesquecível!

Assim foi mais uma vez este singular festival promovido e organizado pelo estaleiro cultural Velha-a-Branca.

Fast Forward é sinónimo de 24 horas de emoções fortes. A cabeça anda a mil desde o momento em que se desvenda o tema (sempre imprevisível) até aos últimos retoques e derradeira corrida para entregar o produto final dentro do prazo estipulado. Uma autêntica maratona que acaba sempre por valer a pena. Até porque depois tem-se o prazer de relaxar na majestosa sala do Theatro Circo enquanto se assiste aos resultados de uma verdadeira ebulição criativa - fruto de uma noite mal dormida para as várias equipas que participam.


Importa antes de mais nada dar os parabéns à Velha-a-Branca por uma noite que correu muitíssimo bem. Um festival com este formato e nestas condições é, acima de tudo, um enorme desafio para a organização - mais ainda do que para os participantes - e se na edição anterior as coisas não correram da melhor forma, este ano tudo me pareceu impecável e sem uma única queixa a apontar. Mais uma vez os meus parabéns e obrigado por nos continuarem a proporcionar a possibilidade de participar neste evento tão próprio.

A segunda palavra de apreço segue para as mais de 40 equipas que tiveram a coragem e a força de participar neste festival. Devo dizer que fiquei surpreendido com a qualidade (tanto em termos técnicos como criativos) das várias curtas da edição deste ano. De uma forma geral notou-se uma melhoria abismal em termos de qualidade dos filmes quando comparados com os da edição de 2009 e ainda bem que assim é. Mal posso esperar por ver os da próxima edição - já em Outubro e desta vez em Guimarães!


Deixo para o fim o agradecimento mais especial de todos. Apesar de toda a pressão, de todas as dificuldades técnicas e de todas as imperfeições a missão foi cumprida e estou (penso que estamos todos) contentes com o resultado final. Assim, aos meus colegas de equipa e co-criadores da peça que pode ser vista acima - António Reis, Bruno Teixeira, Helder Magalhães, Lino Marques, Luís Bateira, Manuel Azevedo e Sara Meneses - um grande obrigado por uma noite mal dormida mas muito bem passada!*

13bly

*Obrigado também aos meus pais pela paciência!

Wednesday, March 9, 2011

Wednesday, September 15, 2010

Quem gosta de Animal Collective põe a mão no ar!

Este post é para as pessoas que levantaram a mão.

Depois da estreia nacional em Lisboa, chega finalmente a vez do Porto receber ODDSAC, o filme-experiência/álbum-visual dos Animal Collective, realizado por Danny Perez (que já antes tinha trabalhado com os primeiros).

ODDSAC estreou na edição de 2010 do Festival de Sundance e entretanto já saiu em DVD. Apesar do atraso aparente, este esforço conjunto da promotora Filho Único e da Fundação de Serralves é louvável pois representa uma oportunidade única de ver este filme que, de outra forma me seria inacessível (pelo menos na dimensão e envolvência que o Anfiteatro de Serralves irá proporcionar).


Amanhã o psicadelismo invade o Auditório de Serralves às 22h e eu não vou querer perder pitada.
Vemo-nos lá!

13bly

Monday, October 26, 2009

«'Aqueles' concertos» menos 1

Lembram-se deste post?

Então risquem Patrick Watson da lista porque no dia 4 de Dezembro vou vê-lo ao Teatro Sá da Bandeira.
(e ainda vejo Piano Magic e The Invisible)


Vejam aqui o que escrevi sobre Close to Paradise, o segundo álbum da banda. Infelizmente o concerto já será de apresentação do seu terceiro trabalho, Wooden Arms. Note-se no entanto que digo infelizmente não por não gostar do álbum mais recente, mas apenas porque gostava mais do anterior.

A não perder, dia 4 de Dezembro,
Pop Deluxe @ Teatro Sá da Bandeira.


13bly

Thursday, September 24, 2009

>> Fast Forward

O estaleiro cultural de Braga, Velha-a-Branca organiza este ano mais uma edição do Festival Fast Forward. Este festival de curtas tem um twist especial, os participantes são desafiados a fazer o filme para concurso em aproximadamente 24 horas.


Ora então, como é que isso funciona?

No dia 16 de Outubro entre as 21 e as 22h será entregue às equipas o tema de um filme de 3 minutos que terão de realizar e no dia seguinte, pelas 18h esse filme terá de ser entregue nas instalações da Velha-a-Branca. Nessa mesma noite os filmes serão projectados no Theatro Circo e o público terá o direito de votar no que gostar mais. Terminada a exibição dos filmes o júri reunir-se-á para atribuir o Prémio Júri e, se tal se justificar, Menções Honrosas. À 1h da manhã os vencedores serão anunciados.

Como me posso inscrever?

As inscrições são feitas online na página do festival e custam 25€ (que devem ser pagos por transferência bancária), mas o número de elementos da equipa é virtualmente ilimitado pelo que esse custo (que nem é tão elevado assim) pode tornar-se quase irrisório. Atenção que as inscrições estão, à partida, limitadas a 45 equipas.

Se eu já me inscrevi?

Sim. Juntei-me a mais quatro amigos para fazer conta certa e juntos formamos a Equipa 7 cujo nome é "Ceci n'est pas un film.". Não vou propriamente com aspirações a ganhar mas sim de passar uma noite divertida e ter uma experiência diferente.


Participem ou, se não vos der jeito, apareçam no Theatro Circo para as projecções! Este festival é um evento interessante que merece ser apoiado e, como se pode ler na página do festival, o Fast Forward vale bem uma noite mal dormida!

13bly

Monday, August 3, 2009

Festival Paredes de Coura 2009

Regressado da edição deste ano do Festival Paredes de Coura resta apenas fazer uma retrospectiva e chegar à já habitual conclusão de que foi um excelente festival.

Esta edição do Festival foi marcada por várias dificuldades sendo desde logo a mais relevante, a falta de um sponsor como deve ser. Isso, como é óbvio, limitou desde logo a promotora que ainda assim fez um cartaz bastante bom, com nomes enormes e apenas algumas falhas.


Mais do que o cartaz, há uma coisa que distingue Paredes de Coura dos outros festivais do género (segundo dizem, já que não fui a mais nenhum), o ambiente no campismo. Mais uma vez esse dito 'espírito de Paredes' esteve presente nas margens do Taboão e o ambiente foi excelente,aliás, como sempre. A companhia foi muito boa e a animação uma constante. Por tudo isso mando os meus agradecimentos ao pessoal com quem estive (do fórum e não só). Vou evitar estar aqui a fazer uma lista extensa de pessoas e correr o risco de me esquecer de alguém e assim magoar-lhe os sentimentos.

Isso do ambiente é muito bonito e tal, mas passando aos concertos que são o que (por norma) realmente importa num festival de música.


Apesar de os muitos problemas de som neste dia, o festival abriu com um excelente concerto. Sean Riley & The Slow Riders nunca me desiludem, ainda menos agora que trazem um segundo álbum de grande qualidade na bagagem. Só lamento que nunca lhes seja dado tempo de actuação suficiente.

Já com The Strange Boys se passou o oposto e o concerto desiludiu-me bastante. Apostava nos norte-americanos para 'grande concerto/revelação', mas não foi o que se sucedeu. Gostei bastante deles em estúdio, mas não achei a passagem para o palco bem sucedida. Acima de tudo notei neles falta de empenho e atitude rockeira durante o concerto chegando até a parecer desinteresse pelo que faziam.

As honras de cabeça de cartaz na recepção ao campista couberam a Patrick Wolf. O excêntrico artista britânico subiu ao palco 'secundário' acompanhado de graves problemas de equalização sonora que estragaram em muito o espectáculo.
Confesso que esperava melhor. Apesar de algures a meio do concerto o som ter sido finalmente acertado e o espectáculo ter melhorado só as duas últimas músicas (Hard Times e The Magic Position) me encheram realmente as medidas e fizeram com que o concerto passasse de 'menos bom' para 'bom' na minha escala.

A noite encerrou com os Bons Rapazes (Álvaro Costa e Miguel Quintão) a passar música. Infelizmente não posso dizer que gostei de os ouvir, tendo perdido qualquer esperança logo com a passagem de Fleet Foxes para Passion Pit (se bem me lembro) a meio da música e sem qualquer tipo de transição lógica (de realçar que isto foi logo a primeira música).


O primeiro dia 'a sério' do festival reservou-me algumas surpresas, a primeira das quais foram os australianos The Temper Trap que tiveram as honras de abertura do palco principal. Não vi o concerto todo, mas as partes que vi surpreenderam-me pela positiva. É quase consensual entre as pesssoas com quem troquei opiniões que foram uma das revelações do festival.

Aos australianos seguiram-se os nova iorquinos The Pains of Being Pure at Heart que eram outra das minhas apostas e que também desiludiram. Apesar de terem uma sonoridade pouco inovadora, muito agarrada ao revivalismo do shoegaze e afins, gostei bastante do álbum, mas no palco foram bastante aborrecidos e as músicas soavam todas ao mesmo.

Os terceiros a actuar no palco principal foram The Horrors, que substituiram The Rascals. Não sou grande apreciador da banda nem gostei muito do concerto. Não tenho assim muita coisa para dizer, mas admito que tenha sido um bom concerto.

Antes dos cabeças de cartaz foi a vez dos veteranos do brit-pop, Supergrass. Os escoceses deram uma lição de rock a muitos novatos (e não só). Gostei bastante do concerto. A música era boa e bem virada para o rock, a comunicação com o público foi bastante bem conseguida (com tentativas de falar português), só foi mesmo pena não tocarem o seu maior êxito, Alright.

Na noite do dia 30 de Julho o palco principal fechou com Franz Ferdinand e dificilmente poderia ter fechado de melhor forma. A banda tem uma série de grandes músicas que proporcionam bons momentos de festa, mas assustei-me um pouco quando, logo a abrir, tocaram de rajada a The Dark of the Matinée, No You Girls, Do You Want To e This Fire (quatro dos seus êxitos). Perguntei-me se, gastando assim tantos trunfos, conseguiriam aguentar até ao final do concerto sem descer o nível e cheguei à conclusão que sim. As novas músicas com influências electrónicas, que foram bem transportadas para o palco e um ou dois outros trunfos asseguraram a festa ao longo de todo o espectáculo.
O excelente momento de percussão (no qual os elementos da banda rodearam a bateria e malharam nela com tudo o que tinham) e o incrível momento de electrónica (onde os sintetizadores e a bateria não pararam) faziam crer que o after-hours já tinha começado. Foi sem dúvida dos melhores concertos a que já assisti.

O palco principal encerrou, mas a festa seguiu para o palco after-hours. Coube aos Chew Lips inaugurar o espaço musical que dura até de madrugada (sendo só ultrapassado pelo infame 'bar da rampa'). Os londrinos apenas têm dois singles editados e talvez por isso o concerto tenha durado uns escassos 20 minutos (mais coisa menos coisa). Não foi nada de transcendente, mas foi agradável.

A dupla de DJs Holy Ghost animou o público de Coura até ao final da noite, mas não posso dizer que tenha gostado. Na verdade sou um pouco suspeito para falar pois DJs não são de todo 'a minha cena'. Acabei por ir para a tenda ao fim de algumas músicas.


O dia 31 era o dia que parecia mais consistente e portanto era mais aguardado do festival. A despedida dos Nine Inch Nails dos palcos é sem dúvida um acontecimento relevante e mas o dia não se resume a isso.

A noite iniciou-se com Mundo Cão, banda que considerei um erro de casting (e continuo a achar que deveriam ter apostado em algo melhor). Aproveitei o facto de a primeira banda ser uma pela qual não nutria grande interesse e deixei-me ficar pelo acampamento mais alguns minutos e portanto não vou falar de um concerto ao qual não assisti.

Os segundos do dia foram os Portugal, The Man cujo nome curioso salta aos olhos de qualquer um. Foi a estreia dos Portugal em Portugal, mas eles mal referiram isso, aliás, houve muito pouca cominucação com o público. Felizmente a música deles compensou essa falha e acabaram por proporcionar um belo espectáculo. Gostei do concerto, mas não posso deixar de dizer que, fechando os olhos parecia que estava a ouvir uns The Mars Volta menos excêntricos, houveram ali muitas semelhaças tanto nas guitarradas como na voz.

Ao cair da noite o palco de Paredes de Coura encheu-se com apenas duas pessoas. Os Blood Red Shoes deram um espectáculo excelente apesar de algumas paragens entre as músicas indiciarem alguns problemas. Pareceu-me que o público estava contagiado com a energia desta dupla apesar de a sonoridade deles não trazer nada de novo.
Com apenas um álbum, os Blood Red Shoes demonstraram uma energia incrível alternando as músicas editadas com umas novas. Foi para mim outra das revelações do festival, vou ficar de olho.

Tocou a Peaches a tarefa de subir ao palco antes do momento mais aguardado do festival. O espectáculo assemelhou-se mais a um circo ou a um cabaret do que a um concerto de música. A música era, aliás a pior coisa do concerto.
Não gostei nada da prestação de Peaches porque pessoalmente me irrita esta necessidade excessiva de expor a sua sexualidade (tanto musicalmente como em palco), mas compreendo que é isto que ela tem para dar, é isto que ela faz e que para quem gosta dela terá sido um excelente concerto.

Os avisos passaram durante o dia nos ecrãs, "os espectáculos de Nine Inch Nails utilizam frequentemente strobes", deixando antever um concerto electrizante. Antes do concerto isso foi-se confirmando com a quantidade de equipamento luminoso que foi sendo montado no palco dando origem inclusivamente a um light-check.
Não tenho muito a dizer sobre o concerto de Nine Inch Nails, até porque não sou grande fã e não sei muito sobre eles, mas foi dos melhores (se não mesmo 'O melhor' concerto a que já assisti).
Trent Reznor e companhia não comunicaram muito com o público e tocavam música atrás de música para fãs que os esperavam há anos. Foi a maior enchente deste edição e milhares de vozes cantavam em uníssono todas as músicas que os Nine Inch Nails faziam o favor de tocar.
O encore foi realmente fantástico com uma lindíssima Hurt e uma ligeira impressão de que o próprio Trent estaria emocionado.
Foi pena não tocarem a Closer nesta última vez que passam por Portugal, mas mais do que isso foi pena não tocarem mais tempo. A mim, que não sou grande fã, soube-me a pouco portanto imagino o que não pensarão os muitos fãs que assistiram ao concerto.

À semelhança do dia anterior, a festa seguiu para o palco after-hours e directamente para um dos melhores concertos que este palco já recebeu. A dupla francesa Kap Bambino partiu toda a loiça que ainda havia para partir e pôs toda a gente aos saltos e a suar. Foi uma espécie de uma injecção de adrenalina para quem já se julgava esgotado do concerto dos Nine Inch Nails (e os anteriores).

Por sorte a chuva apenas visitou Paredes de Coura no final do concerto de Kap Bambino e antes que comecasse a chover mais e tivesse um rio de lama à volta da tenda decidi ir para o campismo descansar deste dia incrível sem sequer ver os Punks Jump Up a subir ao palco.


O último dia do festival era sem sombra de dúvidas o mais fraco tanto no palco principal como no after-hours. O cabeça de cartaz era francamente inferior aos dos outros dias e a presença dos Right Ons e do Nuno Lopes era no mínimo questionável.

A tarde começou ao som do mais recente projecto de um dos ícones da música em Portugal, Manel Cruz. Da última vez (e única até à data) que vi Foge Foge Bandido o concerto não me agradou por aí além. Foi em Sta. Maria da Feira no Festival para Gente Sentada e então subiram ao palco apenas três músicos (o Manel e mais dois). Agora, Foge Foge Bandido é apresentado por cinco músicos em palco e tudo parece encaixar-se melhor.
Deve ter sido o concerto de maior dimensão deste projecto, mas o Manel parecia mais descontraído do que o habitual esboçando sorrisos e fazendo piadas. O concerto estava a ser bom, mas para o final ficou mesmo muito bom com a Canção da Canção da Lua, Tirem o Macaco da Prisão, Ninguém é Quem Queria Ser e a Canção da Canção Triste (não me recordo da ordem e penso ter havido mais alguma pelo meio). Infelimente e como já vem sendo habitual nos seus concertos, não se ouviu a Borboleta no auditório de Coura.
Gostei do concerto, mas este projecto intimista e introspectivo do Manel Cruz deve ser apresentado num espaço fechado e de preferência não muito grande para se entrar verdadeiramente no 'espírito da coisa'.

Os segundos a actuar foram The Right Ons, banda de rock espanhola. Não trazem nada de novo, fazem um rock com swing ou funk bem dançável, nada de especial, mas não se pode dizer que o concerto não tenha sido divertido.

Logo de seguida subiram ao palco os Howling Bells com a sua simpática vocalista Juanita. Foi um concerto agradável, mas acho que lhes falta algum tempero. As músicas são boas e gerou-se bom ambiente, mas faltou ali qualquer coisa que os distinga de todas a outras centenas de milhares de bandas que por aí andam. Gostei moderadamente.

Foi então a vez do Senhor (com 'S' grande) Jarvis Cocker subir ao palco. Extremamente comunicativo, simpático, divertido e engraçado, Jarvis animou a noite e pôs toda a gente a dançar. Não tocou nada de Pulp, mas sinceramente também não fez grande falta (se bem que gostava imenso de ter ouvido uma Common People ou algo do género), pois mesmo assim foi o melhor concerto da noite.
Entrou a falar português, mas logo desistiu da ideia sempre com os seus tiques e danças bizarras foi tocando as músicas da sua carreira a solo. Músicas como Leftlovers ou a You're In My Eyes (Discosong) caíram que nem ginjas aos festivaleiros (bem, pelo menos a mim). Foi um belíssimo concerto este de Jarvis Cocker, a provar que há vida nele depois de Pulp.

A fechar a noite (e o palco principal nesta edição) estiveram os The Hives. Até gosto de muitas músicas deles em álbum, mas acho que não conseguem imprimir a mesma energia ao vivo. Houve uma série de momentos quase ridículos no concerto e não me convenceram de todo. Fico-me por aqui nos comentários ao concerto para não correr o risco de exagerar ao falar mal. Não esperava grande coisa e ainda assim consiguiram desiludir.

Ao quase interminável concerto dos The Hives seguiram-se os Sizo no palco after-hours. Não segui o concerto com muita atenção até porque já tinha visto a banda duas vezes e por isso mesmo vou-me abster de comentar. O DJ que se seguiu foi o Nuno Lopes (sim sim, esse mesmo, o dos Contemporâneo) uma das apostas que mais me custa a compreender. Não me cabe na cabeça como é que um festival que já tem em catálogo DJs como Justice, Simian Mobile Disco, Surkin, Boys Noize (entre outros) encerra com Nuno Lopes...
Antes de dar por encerrado o post referir a maravilhosa iniciativa do Jazz na Relva (onde adorei Manuel d'Oliveira e a sua magnífica cover da Blackbird dos Beatles) e da extensão do IMAGO onde pude saber mais sobre os Belle & Sebastian e assisti a um interessante documentário sobre a cena musical de Nova Orleães após o furacão Katrina.

Não posso também terminar este post sem referir alguns pontos negativos principalmente no que toca à segurança no parque de campismo. Estive lá de Domingo a Domingo e nem uma vez me pediram a pulseira para entrar. Também à entrada do recinto bastava-me tirar antecipadamente o telemóvel e a carteira do bolso para que nem sequer me revistassem.
Isto sem referir o preço da cerveja, o facto de não se poder entrar com comida ou água para o recinto, a inexistência de multibanco no recinto nas duas primeiras noites, alguns problemas de som e, por vezes, o estado de alguns WCs.

Não é preciso analisar muito os prós-e-contras para se chegar à conclusão que o festival foi excelente, estes pontos negativos quase não afectam a balança, mas ainda assim são aspectos a não descurar.

Por este ano acabou o festival, para o ano há mais. Aguardam-se novidades sobre a próxima edição.

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