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Tuesday, January 6, 2015

mixtape número duzentos e dezoito

  • Andrew Bird - Tables & Chairs
  • Angel Olsen - Unfucktheworld
  • Destroyer - European Oils
  • Father John Misty - Everyman Needs a Companion
  • First Aid Kit - Ghost Town
  • Kurt Vile - Baby's Arms
  • Sharon Van Etten - Tarifa
  • Wilco - I Am Trying to Break Your Heart

A mixtape mais choninhas de que há memória é resultado de uma semana inesquecível que marcou da melhor forma o fim de 2014 e o início de 2015. Que me perdoem os duros de coração mas isto é música choninhas escolhida a dedo por duas pessoas mais choninhas ainda e não há mesmo forma de fugir a toda esta lamechice na primeira mixtape do ano.

13bly

Sunday, October 26, 2014

mixtape número duzentos e onze by josé v. raposo

  • John Fahey - Wine and Roses
  • Autechre - Slip
  • The Chameleons - Second Skin
  • Hüsker Dü - Makes No Sense At All
  • Julio Bashmore - Battle For Middle You
  • Miles Davis - All Blues
  • Ricardo Rocha - Irradiante
  • Planning For Burial - Where You Rest Your Head At Night

Estou mais habituado a tratar o José V. Raposo (o V. é para distinguir do actor de teatro, nada tem a ver com o Milhões de Festa) por Altino. Foi por esse nome que o conheci, precisamente no Milhões, e foi com esse nome que lhe ganhei uma altíssima (pun intended) estima. O Zé (hesito, mesmo ao escrever o nome) é um gajo que causa, logo ao primeiro contacto, a distinta impressão de ser uma pessoa interessante (ele diria que "psicopata" é um termo mais adequado). O adjectivo "interessante" não foi escolhido ao calhas nem está na frase como um "não sei o que dizer e o interessante não compromete", não há maior prova disso do que a selecção musical feita por ele para esta mixtape.

Mas bom, chega de andar aqui à volta das palavras. O Zé é seguramente um dos amigos que mais respeito e é também um daqueles (poucos) que acredito a 100% que estará lá numa altura de dificuldade. Para além disso é o melhor imitador de vozes e improvisador de discursos que conheço. Shhhiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiieeeeeettt, quem me dera que uma faixa desta mixtape fosse ele a fazer imitações de The Wire! Ouvia em loop.

13bly

Saturday, October 25, 2014

PA' • Die Antwoord - Donker Mag

A minha colaboração com o Ponto Alternativo chegou este mês ao fim. Colaborei com o PA' durante cerca de 2 anos e meio e graças ao PA' conheci pessoas, músicas e artistas incríveis, estive em posições privilegiadas em inúmeros eventos, vi dezenas de concertos, aprendi, cresci e saí melhor pessoa do que entrei. O PA' vai mudar o seu rumo editorial num sentido que é e sempre foi o seu espaço mais natural - o das sonoridades pesadas. Sabendo que o meu contributo nessa área seria diminuto e que o tempo e paciência que tenho para dedicar ao projecto é cada vez menor despedimo-nos respeitosamente um do outro. A colaboração chegou ao fim mas o amor pela música não. A colaboração chegou ao fim mas o PA' continua e está muito bem entregue.

O texto abaixo foi o último que escrevi para o PA'. Não chegou a ser publicado mas, uma vez que lhe dediquei algum tempo e esforço, decidi publica-lo eu em vez de simplesmente o apagar do disco. Para além disso foi o pretexto perfeito para este miserável textinho de despedida.





Para onde foi a raging zef boner dos Die Antwoord?

É difícil não olhar para os Die Antwoord como seres alienígenas encalhados na Terra com uma extrema dificuldade em camuflar-se entre os humanos. Não há nada de discreto em Ninja, Yolandi Visser e DJ Hi-Tek mas em vez de se tentarem esconder, os três abraçaram a sua excentricidade (visual e musical) fazendo desta uma das suas maiores valias. Apesar desta entrada algo dramática importa referir que essa sua “diferença” não existe por acaso e que tem origem numa corrente (contra) cultural – Zef – que embora pareça, não é originária doutro planeta mas sim do berço multi-cultural e multi-étnico que é a África do Sul.

Embora, geograficamente se possam localizar os Die Antwoord na Cidade do Cabo, fazer o mesmo para a sua música não é uma tarefa fácil. A dupla agarra na tal corrente zef – tão única ao seu país – e mistura-a com tudo a que consegue deitar as mãos criando aquele estilo hip-hop-techno-rave que reconhecemos como deles. Seja recorrendo a trechos de animações nipónicas ou a inesperadas passagens pelos "Selected Ambient Works" de Aphex Twin, os Die Antwoord derrubam todas barreiras sendo o melhor exemplo disso a apropriação que fizeram de “Pitbull Terrier” – talvez a maior malha deste disco. Nessa faixa, Ninja, Yolandi e DJ Hi-Tek pegam na canção que Kusturica criou para musicar o seu clássico “Gato Preto, Gato Branco” e retiram-lhe tudo o que esta tem de balcânico vestindo-a com a tal “roupagem zef”. Esta troca cultural faz particular sentido porque, bem vistas as coisas, tanto os Die Antwoord como o cineasta (cada um à sua maneira, claro) se prestam ao mesmo papel – o de dar visibilidade a uma cultura “alternativa” que surge quase caricaturizada aos olhos/ouvidos do seu público.

Os dois trabalhos anteriores dos Die Antwoord, apesar dos enormes temas que os redimem, são também algo inconsistentes mas este “Donker Mag” parece não passar a linha de água vezes suficientes. Os vários e inconsequentes interlúdios quebram incompreensivelmente o ritmo num disco que já de si tem demasiadas más canções para ser ouvido de ponta a ponta. "Raging Zef Boner" soa a uma má piada que não pode ser levada a sério (talvez isso explique o riso forçado de Yolandi em "Pompie" - o interlúdio que se segue no alinhamento) e "Struk" - uma espécia de balada quase terna que nunca imaginaríamos os Die Antwoord a fazer - em vez de conferir versatilidade ao disco apenas o torna mais aborrecido. Esperava-se mais agressividade de um disco que até começa com uma ameaça mas, se excluirmos a já referida "Pitbull Terrier", "Happy Go Sucky Fucky" e um ou outro tema menos relevante, não se encontra em "Donker Mag" aquela intensidade de que gostamos nos Die Antwoord.

Em 2014 continua a não haver uma banda como eles mas a verdade é que os Die Antwoord também já não são novidade. Ninguém duvida que, em palco, continuem a ser absolutamente explosivos e a dar um espectáculo memorável mas "Donker Mag" soa demasiado morno para não dizer mesmo frouxo. Para onde foi a raging zef boner?

13bly

Sunday, September 14, 2014

mixtape número duzentos e sete by cláudio torres

  • Bibio - Down to the Sound
  • Devonté Hynes - April’s Bathroom Bummer
  • Jessie Ware - Want Your Feeling
  • Sufjan Stevens - A Little Lost
  • SBTRKT - Higher (feat. Raury)
  • Robyn - Tell You (Today)
  • Caribou - Your Love Will Set You Free
  • FKA Twigs - Kicks

Para quem não sabe: o Cláudio Torres tem fama de ser a melhor pessoa do mundo. Está fácil de ver que essa não é reputação que se ganhe por acaso e esta mixtape é só mais um exemplo da sua generosidade. Apercebendo-se da falta de novas postagens neste meu cantinho cibernético, este grande amigo e parceiro de muitas aventuras propôs-se ele mesmo a fazer uma nova mixtape para tentar revitalizar esta que foi a minha rotina (quase) semanal durante anos.

Sem quaisquer dúvidas de que o que quer que ele escolhesse seria óptimo aceitei de imediato a sua proposta e o resultado está à vista: uma mixtape em ritmo tendencialmente desacelerado com muitas nuances electrónico-orgânicas, super coerente e carregada de um gosto requintado. Obrigado, amigo! Acho que é excelente!

13bly

Thursday, April 3, 2014

epipháneia xx

epifania
(grego epipháneia, -as, aparição, manifestação)
s. f.
1. Relig. Manifestação de Jesus aos gentios, nomeadamente aos Reis Magos.
2. Relig. Festa religiosa cristã que celebra essa manifestação. = dia de Reis
3. Qualquer representação artística dessa manifestação.
4. Relig. Aparecimento ou manifestação divina.
5. Apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo.

Se já Ekstasis (2012) foi o que foi, com Loud City Songs (2013) Julia Holter superou-se na capacidade de me arrepiar com a sua música e não tive outra alternativa que não coloca-lo no meu top 5 de discos de 2013. A sensibilidade de Holter e das suas ambiências etéreas mexem comigo e alteram o meu estado de espírito de uma forma que quase mais ninguém é capaz. A languidez melancólica de Hello Stranger (uma esmagadora versão da diva dos 60s Barbara Lewis) é um dos casos mais flagrantes disso mesmo.


Não há volta a dar-lhe. Arrepio-me sempre que o ouço este tema e se a versão de estúdio já é difícil de descrever, não há realmente palavras para esta versão ao vivo em que Holter se comove a cantar. Fico inconsolável se por qualquer motivo me interrompem a canção e só ainda não a tinha partilhado aqui porque procurava um momento especial no qual isso fizesse particular sentido. Aconteceu, finalmente, na passada segunda feira.

Horas antes do regresso ao trabalho depois de um fim de semana memorável com amigos especialíssimos que, infelizmente, apenas vejo de longe a longe, Hello Stranger meteu o dedo na ferida e tocou-me de forma ainda mais intensa do que antes. Acho que a culpa, desta vez, foi das palavras e não dos detalhes sonoros que Holter espalha nas suas composições. "Hello stranger, it seems so good to see you back again. How long has it been? It seems like a mighty long time.". Ainda que, no horizonte, já se vislumbre o reencontro, parece sempre demasiado tempo quando temos de nos despedir de bons amigos. Doravante, sempre que me disserem que os estrangeiros não sabem o que é "saudade" vou mostrar-lhes esta música. A Julia sabe. Sabe muito bem.

13bly

Tuesday, February 18, 2014

epipháneia xix

epifania
(grego epipháneia, -as, aparição, manifestação)
s. f.
1. Relig. Manifestação de Jesus aos gentios, nomeadamente aos Reis Magos.
2. Relig. Festa religiosa cristã que celebra essa manifestação. = dia de Reis
3. Qualquer representação artística dessa manifestação.
4. Relig. Aparecimento ou manifestação divina.
5. Apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo.

Quem me conhece deve saber que adoro Destroyer e que estou bem familiarizado com a música feita pelo enorme Dan Bejar. Posto isto, como é que uma banda que conhecemos tão bem consegue surpreender-nos tanto? É que caramba, esta já é a segunda epifania da sua responsabilidade que aqui registo.

Ontem deu-me para ouvir o delicioso (não são todos?) Streethawk: A Seduction (2001). Todo o disco me estava a saber pela vida e não restavam dúvidas de que tinha sido a escolha acertada para aquela solarenga manhã de segunda feira. Quando já nada fazia prever que me fosse emocionar ainda mais, o alinhamento do disco apresenta Farrar, Strauss & Giroux (Sea of Tears) - uma das melhores canções que saíram da pena de Dan Bejar (acreditem que e isso é dizer mesmo muito).

Tive de parar tudo o que estava a fazer porque a música estava a mexer comigo de uma forma irracional e não me conseguia concentrar. Quando, pela segunda vez, Bejar se sai com "If that is what it takes to be a stone, a stone's throw from your throne." e a canção cresce, já não sabia o que fazer. Só sentia arrepios e não pude resistir a por a canção a tocar do início uma vez e outra, e outra, e outra...

13bly

Thursday, March 14, 2013

epipháneia xviii

epifania
(grego epipháneia, -as, aparição, manifestação)
s. f.
1. Relig. Manifestação de Jesus aos gentios, nomeadamente aos Reis Magos.
2. Relig. Festa religiosa cristã que celebra essa manifestação. = dia de Reis
3. Qualquer representação artística dessa manifestação.
4. Relig. Aparecimento ou manifestação divina.
5. Apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo.

Os Low são um poço quase infindável de grandes canções e de melodias encantadoras. The Great Destroyer (2005) é talvez o maior feito deste trio norte-americano e a maior prova disso é que, 8 anos depois do seu lançamento, este disco ainda consegue surpreender.

Death of a Salesman é uma das últimas músicas do disco e também uma das suas melodias mais puras. Uma guitarra e a voz chorosa de Alan Sparhawk é tudo quanto é preciso para fazer aflorescer todo um leque de emoções que, bem vistas as coisas, nos são bem familiares.

Seja por falta de coragem, por pressão social ou outras por outras contingências da vida, já todos abdicamos de algo que queríamos. Poucas (e afortunadas) são as pessoas que podem dizer que sempre seguiram em busca do que mais queriam sem pensar duas vezes em consequências e isto tanto é aplicável ao grande sonho de uma vida como a pequenos dilemas com que nos confrontamos. Por vezes ao olhar para trás daí resulta um arrependimento amargo, mas outras vezes encontra-se consolo no presente. Death of a Salesman é assim.

13bly

Saturday, January 19, 2013

epipháneia xvii

epifania
(grego epipháneia, -as, aparição, manifestação)
s. f.
1. Relig. Manifestação de Jesus aos gentios, nomeadamente aos Reis Magos.
2. Relig. Festa religiosa cristã que celebra essa manifestação. = dia de Reis
3. Qualquer representação artística dessa manifestação.
4. Relig. Aparecimento ou manifestação divina.
5. Apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo.

As minhas últimas epifanias têm acontecido durante o dia, mas desta vez já a noite ia avançada e eu regressava a casa depois de um jantar/cafézada com amigos. A rodar no carro pela enésima vez estava Destroyer's Rubies, o sétimo álbum da banda de Dan Bejar.

Sensivelmente a meio do disco há uma malha em jeito de balada chamada Looters' Folies que se prolonga por cerca de sete minutos e meio. A música começa com a inconfundível voz de Bejar ritmada por um piano e percussão. Logo aí fiquei hipnotizado, mas a canção cresce e cresce até atingir proporções inesperadas e tomar conta de mim.

Mais para o fim, a coisa volta a abrandar e, a certa altura, parecendo que cantava directamente para mim e só para mim, o génio canadiando desabafa o seguinte verso: "I swear Looters' Folies never sounded so good.". Nesse instante - um momento perfeito e raro - sorri pois essa era, seguramente, uma das maiores verdades que tinha ouvido nos últimos tempos.
13bly

Friday, January 11, 2013

Brevemente • David Bowie - The Next Day

THE NEXT DAY
DAVID BOWIE

1 - The Next Day
2 - Dirty Boys
3 - The Stars (Are Out Tonight)
4 - Love Is Lost
5 - Where Are We Now?
6 - Valentine's Day
7 - If You Can See Me
8 - I'd Rather Be High'
9 - Boss Of Me
10 - Dancing Out In Space
11 - How Does The Grass Grow
12 - (You Will) Set The World On Fire
13 - You Feel So Lonely You Could Die
14 - Heat

Deluxe Edition
15 - So She
16 - I'll Take You There
17 - Plan



David Bowie andou uma porrada de anos completamente desaparecido do mapa e as cabeças dos seus fãs andavam assombradas pelos muitos rumores de problemas de saúde. Contra todas as expectativas, esta semana o Camaleão surpreendeu tudo e todos ao mostrar uma música nova - a primeira dos últimos 10 anos e, como se isso não bastasse, Bowie aproveitou o lançamento desse novo tema e anunciou também um novo disco - The Next Day - a sair já em Março deste ano. Ufa! Que dia em cheio! Qual dia qual que? Porra! Que semana em cheio até porque este anúncio chegou no dia a seguir ao da confirmação de Belle & Sebastian em Paredes de Coura.

Este novo ano ainda agora começou e já promete tanto... Uma coisa é certa, aconteça o que acontecer, 2013 ficará marcado por The Next Day e pelo regresso do grande David Bowie. Resta fazer figas para que os rumores de uma digressão se concretizem.

13bly

Sunday, January 6, 2013

mixtape número cento e quarenta e dois - menções honrosas

  • António Zambujo - Algo Estranho Acontece
  • Cat Power - Manhattan
  • Calexico - Algiers
  • Chromatics - Into the Black
  • David Byrne & St. Vincent - Who
  • Dirty Three - Rain Song
  • OM - Haqq al-Yaqin
  • Sharon van Etten - Leonard
  • Tindersticks - Chocolate

13bly

Wednesday, January 2, 2013

avulso - especially me


ESPECIALLY ME | Auto-retrato | Lisboa - Traseiras da Casa dos Bicos | Novembro de 2012
13bly

Tuesday, January 1, 2013

Sunday, December 30, 2012

mixtape número cento e quarenta e um - best of 2012 (ii)

  • B Fachada - Como Calha
  • Beach House - Lazuli
  • Cloud Nothings - Wasted Days
  • Father John Misty - Hollywood Forever Cemetery Sings
  • Frank Ocean - Thinkin Bout You
  • Julia Holter - This is Ekstasis
  • Lambchop - Buttons
  • Leonard Cohen - Amen
  • Norberto Lobo - Rua da Palma Blues

13bly

Friday, December 28, 2012

epipháneia xvi

epifania
(grego epipháneia, -as, aparição, manifestação)
s. f.
1. Relig. Manifestação de Jesus aos gentios, nomeadamente aos Reis Magos.
2. Relig. Festa religiosa cristã que celebra essa manifestação. = dia de Reis
3. Qualquer representação artística dessa manifestação.
4. Relig. Aparecimento ou manifestação divina.
5. Apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo.

Ao longo de 2012 desenvolvi uma relação estranha com Sharon Van Etten de tal modo que se estivéssemos no Facebook diria que é um "é complicado". Quando fomos apresentados, namorei Tramp durante uns tempos, mas aborreci-me. Reencontrei-me com ela no Optimus Primavera Club e fiquei novamente embeiçado pela moça, mesmo a tempo de incluir esse seu disco no fecho da minha lista de melhores álbuns do ano (agora talvez o posicionasse mais acima, mas não adianta remoer nesse assunto).



Hoje, sem saber bem porquê, apeteceu-me revisitar a amargura melancólica de Tramp e que bem que me soube a delicadeza de Leonard, a grandiosidade de All I Can, a cadência certeira de Magic Chords e, claro, a revolta visceral que se ouve em Serpents - o tema que destaquei aqui mesmo sendo esta epifania dedicada ao disco como um todo.

13bly

Sunday, December 23, 2012

mixtape número cento e quarenta - best of 2012 (i)

  • Alabama Shakes - You Ain't Alone
  • Alt-J (∆) - Dissolve Me
  • Andrew Bird - Danse Carribe
  • Bill Fay - Cosmic Concerto (Life is People)
  • Chelsea Wolfe - Flatlands
  • Neneh Cherry & The Thing - Dream Baby Dream
  • Orelha Negra - Throwback
  • Spiritualized - Hey Jane
  • Twin Shadow - Five Seconds

13bly

Sunday, December 16, 2012

"mixtape" especial

Este Domingo e nos próximos dois serão dedicados às melhores músicas do ano. A primeira destas três edições especiais não é uma mixtape propriamente dita, mas sim duas grandes malhas. Estes são 30 dos mais épicos minutos musicais do ano que, por si só, merecem este destaque (e também porque não faz muito sentido integrar faixas desta duração nas minhas mixtapes "tradicionais").

Convosco os Godspeed You! Black Emperor e os Gala Drop em parceria com Ben Chasny.






13bly

Tuesday, October 16, 2012

epipháneia xv

epifania
(grego epipháneia, -as, aparição, manifestação)
s. f.
1. Relig. Manifestação de Jesus aos gentios, nomeadamente aos Reis Magos.
2. Relig. Festa religiosa cristã que celebra essa manifestação. = dia de Reis
3. Qualquer representação artística dessa manifestação.
4. Relig. Aparecimento ou manifestação divina.
5. Apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo.

Já há muito que não me acontecia uma epifania tão forte. É verdade que de vez em quando dava por mim a sorrir enquanto ouvia este ou aquele tema, mas nada tão intenso que justificasse a 15ª entrada desta rubrica. Hoje, Julia Holter mudou isso. Ekstasis - o segundo álbum da americana - é um caso bicudo sobre o qual ainda não me consegui decidir. Tanto o ouço e acho que é a coisa mais genial à face da Terra como me parece uma seca descomunal.



Neste que é um dos seus temas mais acessíveis, Julia está algures entre uma Ásia etérea e cheia de ecos e a doçura dumas Au Revoir Simone menos agarradas a refrões orelhudos. A sensação que fica é um misto de desolação e de consolo que, naquele momento específico desta cinzenta tarde de Outono, me soube a mel.

13bly