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Monday, April 23, 2012

Um remake de um clássico (ou de parte dele) em três minutos.


Instantes Finais é um filme realizado integralmente em menos de 24 horas para o festival Fast Forward 2012 Braga. Este filme foi criado por António Reis, Filipa Magalhães, Frederico Cunha, João Ruivo, João Sousa e Sara Meneses à volta do tema "Um remake de um clássico (ou de parte dele) em três minutos.".
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Tuesday, March 20, 2012

Hey Jane, a Primavera chegou!

O
Sweet Heart Sweet Light é o novo álbum que Jason Pierce, com os seus Spiritualized, irá apresentar em Junho, no Optimus Primavera Sound. Esta espécie de curta metragem não aconselhável a menores de idade é o arrojado vídeo de apresentação de Hey Jane - o primeiro single a extrair desse disco. Diz Jason que este trabalho é parcialmente inspirado na experiência de tocar na íntegra o histórico Ladies and Gentleman We're Floating in Space (1997) - só pode vir coisa boa. Bem-vindo(a) Primavera!
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Wednesday, February 29, 2012

Estou na lua, não me chateiem que eu agora estou na lua!

Le Voyage Dans La Lune (1902), apesar dos seus curtos 14 minutos, é um filme cheio de méritos: é um dos maiores clássicos da sétima arte, é um dos pioneiros na área da ficção científica e dos efeitos especiais e possui ainda uma das imagens mais reconhecíveis de sempre - quem não conhece a imagem da lua com o foguetão no olho?


Das duas versões magicadas por Georges Méliès na altura (uma preto e branco e uma outra a cores pintada à mão) só uma se pensava ter sobrevivido até aos dias de hoje. Felizmente que, em 1993 e apesar do mau estado de conservação, se descobriu uma cópia perdida na Filmoteca de Catalunya. Em 1999 iniciou-se um meticuloso processo de restauro que terminou em 2010. Foi essa versão que foi exibida no Festival de Cannes do ano seguinte acompanhada por uma nova banda sonora da autoria dos franceses Air. O resultado dessa parceria pode ser visto acima e foi precisamente daí que nasceu também o novo álbum dos Air, adequadamente baptizado de Le Voyage Dans La Lune - nas lojas desde o início de Fevereiro.

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Thursday, February 2, 2012

Pontos de vista

De cima para baixo

D'Os Tenenbaums a Rushmore e até ao Fantástico Mr. Fox, o realizador Wes Anderson tem vindo a colocar-nos repetidamente na posição do personagem dos seus filmes. Um utilizador do Vimeo (kogonada) compilou agora a maior parte desses momentos num único vídeo.
Dos objectos

Sendo uma das melhores séries de sempre, Breaking Bad criou o seu próprio estilo. Uma das suas "imagens de marca" é colocar o espectador do ponto de vista de objectos relacionados com a cena. Mais uma vez, kogonada compilou a maior parte dessas cenas e o resultado está à vista.

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Sunday, October 30, 2011

Festival Fast Forward 2011 GMR - O Ladrão de Sonhos

Como este foi o fim de semana Fast Forward - o festival de ritmo acelerado no qual tenho vindo a participar há já três edições - hoje, em vez da mixtape deixo aqui O Ladrão de Sonhos. Esta curta metragem foi desenvolvida integralmente (da concepção à realização) em 24 horas e com base no tema "SONHO FRUSTRADO três minutos para decidir" e foi com ela que, com mais quatro amigos, participei no Fast Forward 2011 GMR.


Não me vou pôr aqui a dizer exaustivamente como é inesquecível uma participação no Fast Forward, como aquela pressão de fazer um filme em 24 horas dá muita pica, como vale bem a pena a noite sem dormir ou como se vivem momentos únicos - já o fiz por duas vezes neste blog (primeiro aqui e depois aqui). Vou avançar essa parte e passar aos (também repetidos mas inevitáveis) agradecimentos à velha-a-branca por esta oportunidade e dar-lhe ainda os parabéns por uma nova edição do festival sem incidentes de maior. Inevitável é também o agradecimento à Ana Cabrita, ao António Reis, ao Renato Seara e à Sara Meneses - os tais quatro amigos que formam a equipa. Obrigado pelos bons momentos e pela noite/dia/noite incríveis.

Venha daí a próxima edição!

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Monday, September 12, 2011

"Sai uma dose de arroz xau-xau para a mesa sete!"


As melhores ideias são as mais simples e estas tornam-se melhor ainda quando bem executadas. Esta curta de Marko Slavnic é um dos grandes exemplos disso mesmo. Com uma imagem bem cuidada mas sem grande espalhafato, Table 7 parte de uma ideia simples e cria o suspense necessário para nos deixar na expectativa até ao final. Quando nos apercebemos do que realmente se está a passar é impossível não largar um sorriso de "bem jogado". Vale a pena 'perder' quatro minutos nisto.

Writer/Director: Marko Slavnic
Co-Director: Andrew McDonald
Producers: Andrew Lee, Marko Slavnic, Andrew McDonald
Cinematography: David Blue Garcia
Music: Ed Dunne
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Cast:
Man - Ray Rosales
Woman - Stephanie Lozos
Recordist - Isaac Kim
Camera: Red One
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Friday, May 27, 2011

Simetria *

simetria
s.f.
Relação de tamanho ou de disposição que entre si devem ter as coisas ou as partes de um todo em relação a um ponto, eixo ou plano.

* Irra que já é praí a 3ª vez que defino simetria aqui no blog.
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Monday, May 9, 2011

24 horas em ▶▶ffw

Making of de "Vá Desta Para Melhor!"


(pequena crítica ao festival e o filme na íntegra)

Uma noite Fast Forward é uma noite riquíssima e intensa. É bem maior do que qualquer filme que dela possa originar. Acima pode ver-se uma pequena amostra dos bons momentos que se passam sob a pressão de ter de criar um filme em menos de 24 horas.

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Monday, March 14, 2011

Nova edição do Festival Fast Forward...

... nova noite sem dormir, nova experiência inesquecível!

Assim foi mais uma vez este singular festival promovido e organizado pelo estaleiro cultural Velha-a-Branca.

Fast Forward é sinónimo de 24 horas de emoções fortes. A cabeça anda a mil desde o momento em que se desvenda o tema (sempre imprevisível) até aos últimos retoques e derradeira corrida para entregar o produto final dentro do prazo estipulado. Uma autêntica maratona que acaba sempre por valer a pena. Até porque depois tem-se o prazer de relaxar na majestosa sala do Theatro Circo enquanto se assiste aos resultados de uma verdadeira ebulição criativa - fruto de uma noite mal dormida para as várias equipas que participam.


Importa antes de mais nada dar os parabéns à Velha-a-Branca por uma noite que correu muitíssimo bem. Um festival com este formato e nestas condições é, acima de tudo, um enorme desafio para a organização - mais ainda do que para os participantes - e se na edição anterior as coisas não correram da melhor forma, este ano tudo me pareceu impecável e sem uma única queixa a apontar. Mais uma vez os meus parabéns e obrigado por nos continuarem a proporcionar a possibilidade de participar neste evento tão próprio.

A segunda palavra de apreço segue para as mais de 40 equipas que tiveram a coragem e a força de participar neste festival. Devo dizer que fiquei surpreendido com a qualidade (tanto em termos técnicos como criativos) das várias curtas da edição deste ano. De uma forma geral notou-se uma melhoria abismal em termos de qualidade dos filmes quando comparados com os da edição de 2009 e ainda bem que assim é. Mal posso esperar por ver os da próxima edição - já em Outubro e desta vez em Guimarães!


Deixo para o fim o agradecimento mais especial de todos. Apesar de toda a pressão, de todas as dificuldades técnicas e de todas as imperfeições a missão foi cumprida e estou (penso que estamos todos) contentes com o resultado final. Assim, aos meus colegas de equipa e co-criadores da peça que pode ser vista acima - António Reis, Bruno Teixeira, Helder Magalhães, Lino Marques, Luís Bateira, Manuel Azevedo e Sara Meneses - um grande obrigado por uma noite mal dormida mas muito bem passada!*

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*Obrigado também aos meus pais pela paciência!

Sunday, March 13, 2011

Dois em um: à rasca


Hoje não vai haver mixtape porque não me apetece e porque vou deixar uma palavrinha sobre a manifestação de ontem. Não fui à manifestação de 12 de Março embora apoiasse (e apoie) as suas causas. É certo que esta demonstração de descontentamento não vai resolver nenhum dos problemas contra os quais pretende protestar - penso que todos estão cientes disso - mas é preciso bater na mesa, importa chamar à atenção e dizer que existimos e que chega de brincar com o nosso futuro.

Ao pensar nesta manifestação, tirando as óbvias canções de intervenção portuguesas (desde os clássicos de Zeca Afonso ao sucesso recenta dos Deolinda passando pelos menos convencionais Homens da Luta) lembrei-me de outras duas coisas:

#1 NETWORK

Já em tempos partilhei aqui uma recriação do famoso discurso de Howard Beale em Network (1976) mas é perfeito demais para não repetir. O rosto cansado de Peter Finch (que venceu o Oscar com este papel) e a revolta que parece realmente sentir à flor da pele espelham os sentimentos de muita gente por este país fora. Sentimentos esses que, como um grito da janela, ecoaram ontem pelas ruas das nossas cidades.

#2 MIS-SHAPES

Este hino dos Pulp, com a letra que tem, poderia perfeitamente ser o hino desta manifestação. É que tudo bate certo. É o retrato de uma geração que, ao contrário das outras que lhe antecederam e que eram habitualmente baptizadas por terceiros, se autodenominou por "Geração à Rasca". Uma geração com poucas perspectivas de futuro apesar do seu elevado grau de formação, uma geração que - muitas vezes - paga para trabalhar, uma geração que se vê enxovalhada por um Primeiro Ministro que não respeita ninguém...
Mis-Shapes fala de tudo isso e sinto-me muito satisfeito por, também no que à violência diz respeito, o refrão tenha sido levado à letra. Ao não cometer os excessos típicos de 'malta nova aos magotes' os manifestantes honraram realmente a educação que dizem ter.

Versa assim esta Mis-Shapes:
Mis-shapes, mistakes, misfits,
we'd like to go to town but we can't risk it
Oh 'cause they just want to keep us out.
You could end up with a smack in the mouth
just for standing out. Oh really.

Brothers, sisters, can't you see?
The future's owned by you and me.
There won't be fighting in the street.
They think they've got us beat, but revenge is going to be so sweet.


We're making a move, we're making it now,
we're coming out of the side-lines.
Just put your hands up - it's a raid yeah!
We want your homes, we want your lives,
we want the things you won't allow us.
We won't use guns, we won't use bombs
We'll use the one thing we've got more of - that's our minds.

Check your lucky numbers,
that much money could drag you under, oh.
What's the point of being rich
if you can't think what to do with it?
'Cause you're so bleeding thick.
Oh we weren't supposed to be,
we learnt too much at school now we can't help but see.
That the future that you've got mapped out is nothing much to shout about.


Ontem também foi dia de Fast Forward. Para citar a juri Luísa Sequeira (Fotograma e Shortcutz): no dia em que a geração à rasca saiu à rua, esta também conseguiu provar que se desenrasca e consegue ser criativa. Talvez amanhã ponha aqui alguma coisa em relação a isso.

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Thursday, March 10, 2011

Outra noite muito à frente:


FASTFORWARD >>
2011


Este ano volto para o segundo assalto. Todos os elementos da equipa Ceci n'est pas un film voltaram (embora um deles não vá estar disponível a 100%) mas não há-de ser nada - também há novas contratações. As curtas a concurso serão exibidas no Theatro Circo pelas 22h00. O bilhete custa 5€ com concerto dos Smix Smox Smux incluído. Vale a pena!

Sobre a edição de 2009:


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Monday, July 19, 2010

Vou apanhá-los todos!


Não, não estou a escrever sobre Pokémon. Este post é sobre uma divertida curta metragem que funciona também como uma espécie de passatempo. Num estilo minimalista e em apenas dois minutos Sarah Biermann, Torsten Strer, Felix Meyer e Pascal Monaco encaixaram referências a 35 grandes filmes da história do cinema (os seus favoritos). O resultado é bastante interessante e obriga a múltiplos visionamentos para desvendar todos os elementos.

Consegues apanhá-los todos?


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Thursday, July 8, 2010

∆=O CONNECTED


"Set in the distant future, Connected is a story about survival and greed with a post apocalyptic wasteland as its backdrop. Survivors of an unknown disaster shuffle through a desolate landscape, as it quickly becomes clear that not everybody has the strength to survive."




Connected é uma curta metragem oriunda da Dinamarca fruto da visão de Jens Raunkjær Christensen e Jonas Drotner Mouritsen. São seis minutos e meior que passam demasiado depressa e que merecem a nossa atenção, mais não seja pelo conceito e  pela estética pós-apocalíptica.
 
Apesar de ser uma pequena produção com baixo orçamento há pormenores (como o aspecto do filme em si e de todo o material promocional - veja-se o belíssimo poster ou alguma da arte conceptual) que demonstram o empenho, ambição e talento destes jovens realizadores. Era quem desse umas asas a estes talentos emergentes e vê-los a voar bem alto.

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Aconselha-se o visionamento de Connected em full-screen e com o volume a fugir para o elevado.


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Monday, June 21, 2010

Ooo! Born with the blues...

... and I'll never get out of these blues alive!

Quem sabe, sabe e o resto é conversa!

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Thursday, June 10, 2010

"O governo, mesmo quando perfeito, não passa de um mal necessário...

... quando imperfeito, é um mal insuportável."*

Os últimos romances que li foram A Clockwork Orange (1962) de Anthony Burgess e Brave New World (1932) de Aldous Huxley, dois clássicos de literatura moderna de dois grandes visionários. À semelhança do que senti quando li mil novecentos e oitenta e quatro (de George Orwell), o mundo retratado nestas obras consegue parecer muito distante do nosso e ainda assim retrata-lo quase na perfeição. Estes são três brilhantes exemplos de universos ditos distópicos - mundos fictícios que se aproximam da realidade em que a sociedade é oprimidas por algum governo totalitário.
A Clockwork Orange e Brave New World (e 1984) são obras muito distintas tanto a nível de estilo e narrativo, como das questões abordadas. Apesar disso, há pelo menos uma coisa que Huxley e Burgess (e Orwell) têm em comum - são assertivos nas suas críticas à sociedade e cada um levanta questões pertinentes nas mais variadas áreas (desde a justiça e política à ciência e tecnologia passando pela essência do ser humano e por diversas questões éticas e morais).

Apesar de cada um destes romances ter sido escrito em períodos temporais completamente diferentes (e até provavelmente inspirados uns nos outros), a actualidade das questões neles levantadas e a exactidão com que alguns comportamentos humanos são retratados é impressionante. São coisas assim que distinguem as obras verdadeiramente notáveis das outras.
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Aproveito este post para fazer uma breve referência a 2081. Oportunamente, acabei há minutos de ver esta excelente curta metragem (cerca de 25 minutos) de 2009 e faz todo o sentido incluí-la aqui. Basta ver o trailer acima para perceber porque digo isto.
2081
é baseado em Harrison Bergeron, uma short story de Kurt Vonnegut - um autor da mesma estirpe que os referidos acima mas que ainda não tive o prazer de ler apesar de a sua obra de referência - Slaughterhouse-five - estar em posição de destaque na minha lista de "futuras leituras".

Vale bem a pena dedicar algum tempo a cada uma das obras que acabei de referenciar e, no fim, parar uns minutos para pensar.

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* Thomas Paine in Common Sense (1776)