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Tuesday, September 14, 2010

"It's-A-me, Mario!"

O picheleiro (que até começou como carpinteiro) que salva princesas faz hoje (afinal fez ontem) 25 anos. Este picheleiro italiano - gordo com uma bigodaça como a Tio Quim e umas jardineiras vermelhas - dificilmente parece a escolha mais óbvia para mascote, mas a verdade é que já deu origem a mais de 200 jogos, uma produção de Hollywood, algumas séries animadas e montanhas de merchandising, tendo acabado por se tornar num dos ícones mais reconhecíveis, não só no universo dos vídeo-jogos, como do mundo em geral.



Parabéns Super Mario!
13bly

Monday, July 19, 2010

Vou apanhá-los todos!


Não, não estou a escrever sobre Pokémon. Este post é sobre uma divertida curta metragem que funciona também como uma espécie de passatempo. Num estilo minimalista e em apenas dois minutos Sarah Biermann, Torsten Strer, Felix Meyer e Pascal Monaco encaixaram referências a 35 grandes filmes da história do cinema (os seus favoritos). O resultado é bastante interessante e obriga a múltiplos visionamentos para desvendar todos os elementos.

Consegues apanhá-los todos?


13bly

Tuesday, July 13, 2010

(X por Y)^22



X= Pac-Man (vídeo-jogo);Y= SAW (filme)

13bly

Thursday, June 3, 2010

Iguais mas tão diferentes

Para promover uma da suas televisões e demonstrar o potencial cinematográfico da mesma, a Philips contactou a Ridley Scott Associates e desafiou cinco realizadores emergentes a fazer cada um a sua curta metragem com total liberdade de estilo ou género mas com a restrição de utilizar APENAS as mesmas 6 linhas de diálogo. Assim, sob o lema "There are millions of ways to tell a story,. There's only one way to watch one.", nasceu Parallel Lines.

1. The Gift, por Carl Erik Rinsch - Em menos de 5 minutos Carl Erik Rinsch criou um mundo futurista de ficção científica - muito inspirado no universo de Half-Life (o videojogo) - e conta uma história entusiasmante. Este é aliás o filme curta com maior potencial de desenvolvimentos futuros e já despoletou uma pequena guerra pelos seus direitos. É considerada por muitos como o próximo Distrito 9 que, recorde-se, também nasceu de uma curta metragem.

2. El Secreto de Mateo, por Greg Fay - Esta é a curta mais emocionante e realista (apesar da aura de magia) das cinco. Greg Fay conta a história de uma pequena menina cega e de como o seu irmão cuida dela e lhe alimenta a fantasia. El Secreto de Mateo é a minha favorita.

3. DarkRoom, por Johnny Hardstaff - Uma história de espionagem num universo futurista e dotado de tecnologias muito avançadas. Visualmente excelente, nesta curta a história funciona quase como um complemento e portanto acaba por, na minha opinião, não funcionar tão bem.

4. Jun and the Hidden Skies, por Hi-Sim - A quarta das cinco curtas é uma aventura mágica apenas possível na imaginação das crianças. Apresentada numa animação 3D não muito impressionante esta foi talvez a curta metragem que menos impacto me causou.

5. The Hunt, por Jake Scott - Esta é a curta mais simples e directa tanto a nível de história como de visual. Dois amigos vão à caça mas coisas não correm como planeado e a situação inverte-se. Parece-me ser a curta que, dissociada das outras quatro, menos força tem para se sobreviver por si mesma.

13bly

Sunday, October 25, 2009

A hora atrasou

E isso é o pretexto perfeito para falar de Braid. Um jogo cujo objectivo é coleccionar peças de puzzle manipulando o tempo para a frente e para trás.

Braid dá a ideia de se passar dentro da cabeça do protagonista e que ele está como que a juntar peças da sua memória buscando a sua princesa com toda a força e determinação. A isto juntamos um visual estilo conto de fadas, bonito e inocente mas, devo dizer, totalmente disseminador da verdadeira face de Braid, ficamos com um jogo que, à primeira vista parece um cliché.

Mas não, a verdade não podia estar mais longe. Chamar um cliché a Braid deveria ser considerado quase crime. Este jogo quebra sucessivas barreiras em originalidade na resolução dos seus quebra-cabeças fazendo uso de várias formas e graus de manipulação de tempo muito para além da simples mecânica de rewind (que se vê, por exemplo, em Prince of Persia).


Não vou revelar muito de Braid, nem da sua história, nem da sua mecânica, um dos factores mais deliciosos do jogo é precisamente ir descobrindo isso gradualmente. Digo apenas que adorei o jogo e que não tenho palavras para descrever o final do jogo de tão genial que é!

Braid é um jogo, sim, mas não é só isso. Braid é arte!

13bly

Friday, June 12, 2009

Estilo inconfundível #2

Depois de Klimt aqui está outro dos meus artistas favoritos, Yoshitaka Amano.
Amano tem uma identidade muito própria, fruto de uma mistura de um estilo assumidamente asiático mas com influências ocidentais incontornáveis. Se por um lado é fácil ligar a sua obra com o tão tradicionalmente japonês ukiyo-e (também conhecido por estampa japonesa), por outro, na maior parte dos casos é difícil de dissocia-lo do estilo art-noveau (do qual Klimt foi um dos pioneiros) tornando-se assim fácil de identificar.
Os trabalhos de Amano são muito variados, a sua obra já serviu de ilustração para vídeo-jogos (entre os quais grande parte dos Final Fantasy através dos quais eu o conheci), bandas desenhadas, romances, filmes de animação, revistas, cenários de teatro, exibições em galerias de arte e muitos dos seus próprios art-books.
A sua arte oscila desde uma simplicidade absoluta traçando quase o mínimo indispensável à compreensão da imagem até pinturas super carregadas de detalhes impressionantes. Também nas cores ele pode passar de uma simples paleta em tons de castanhos para uma completa explosão de coloridos a fazer lembrar os padrões muito trabalhados dos kimonos ou aquelas texturas psicadélicas muito visíveis na obra de Klimt e seus seguidores.

Parece óbvio que, tendo produzido ilustrações para tantas obras de ficção fantástica, a arte de Amano venha também influenciada por toda esse ambiente mágico e mitológico. É frequente a representação de monstros, espíritos, divindades e demónios ou até princesas e outras criaturas fantásticas envolvidos em batalhas épicas. Até a mais simples paisagens tem sempre algo de surreal que nos transporta a um outro mundo que não este em que vivemos.

Outro traço distintivo da arte de Amano são as feições efeminadas que ele dá a todos os seus personagens. Por mais másculos que eles sejam as suas linhas são sempre muito delicadas, ao ponto de, por vezes, ser difícil de distinguir o género das suas personagens (mas também há quem diga que a Mona Lisa é um homem portanto não vou por aí).

Devo confessar que foi mesmo muito difícil escolher quais, do seu imenso leque de ilustrações, havia de colocar aqui. Todas elas são fantásticas e me fascinam de alguma forma!
Optei portanto por evitar as peças relacionadas com Final Fantasy uma vez que serão as são as mais conhecidas e dessa forma divulgar o alcance da sua obra.

A quem quiser conhecer mais do fantástico portfolio deste artista aconselho vivamente a visitar, por exemplo, Amano's World, uma de muitas páginas que facilmente se encontram fazendo uma busca pelo nome deste Senhor.
De certeza que não se arrependem porque Yoshitaka Amano é sem dúvida um génio dos nossos tempos!

13bly

Monday, June 8, 2009

Sobre a guerra à pirataria:

Numa altura em que a pirataria é, cada vez mais, ordem do dia e as atitudes por parte dos detentores dos direitos de autores são também cada vez mais agressivas... numa altura em que o Partido Pirata da Suécia elege um representante para o Parlamento Europeu (dois caso se sigam as regras do Tratado de Lisboa)... numa altura em que se fala de regulamentar a utilização da Internet de uma forma quase castrante face ás potencialidades quase infinitas que ela possui... numa altura que a cultura começa a querer sair da estagnação e marasmo na qual se tinha instalado durante anos...

Numa altura como esta, é essencial que alguém consiga sistematizar ideias e propor alternativas viáveis à actual situação sem enveredar pelo quase fanatismo espelhado no excesso de zelo exercido pelas sociedades protectoras dos autores nem pela total e incomportável anarquia defendida por muitos dos 'piratas' fundamentalistas.


Felizmente essas alternativas existem e FINALMENTE vejo que alguém conseguiu, de forma responsável e ponderada, apresentá-las e difundi-las pela Internet estando assim ao alcance de todos. É importante referir que as medidas sugeridas preocupam-se sobretudo com a cultura e a sua difusão sem nunca desrespeitar os autores (artistas) nem pôr de lado os seus direitos.

Resta apenas esperar que com esta palestra (e outras que tais) se consiga abrir os olhos a muita gente.

13bly

Sunday, November 30, 2008

Surfa as tuas músicas

Andei uns tempos viciado em Frets on Fire que, para quem não sabe, é uma espécie de Guitar Hero gratuito, para PC e que não precisa de guitarra (o F4 do meu teclado ainda está um bocadinho ressentido comigo), agora descobri Audiosurf.

Este jogo, não tão gratuito como o anterior a menos que se recorra a pirataria, transforma a música que escolhermos numa autêntica auto-estrada ou montanha russa visualmente deliciosa.

Audiosurf aceita virtualmente todos os formatos de música (mp3, wma, ogg, iTunes...) e, devido aos seus baixos requisitos, corre em quase qualquer PC. Uma autêntica pérola dos jogos independentes.

Após a conversão da música cabe ao jogador (uma espécie de foguetão) apanhar uns quadradinhos coloridos para ganhar pontos. É a típica jogabilidade arcada e viciante.
É obvio que músicas aceleradas e com batidas fortes tornam a jogabilidade mais frenética, mas algumas músicas calminhas também podem tornar o jogo bastante desfrutável.

Confuso? Compreendo que seja um bocadinho, mas deixo aqui mais alguns vídeos e já percebem


Blur - Song 2


E.L.O. - Mr. Blue Sky

Pode não parecer, os vídeos não lhe fazem justiça, mas o jogo converte as faixas mesmo MUITO bem. Os altos, os baixos, as partes lentas e rápidas são mesmo muito distintas e isso só se sente verdadeiramente ao jogar. É uma experiência interessante e espero não me viciar porque não ando com muito tempo para estas coisas.


13bly

Saturday, March 10, 2007

Liberi Fatali

Liberi Fatali, composição de Nobuo Uematsu, música orquestral com coro em latim e possivelmente a mais poderosa composição de um Final Fantasy.

É a música que toca na abertura do oitavo capítulo da série. Abertura essa que é possivelmente também a melhor da série. Imagens poderosas a acompanhar a música num ritmo perfeito... impossível não ficar agarrado! Mais uma obra prima do grande génio Nobuo Uematsu!

A música tem momentos mais rápidos e mais lentos, tem um crescendo para a explosão máxima durante a sequencia de abertura esses momentos eram acompanhados de imagens de cortar a respiração fossem eles imagens de batalhas ou belas paisagens com significado especial para os personagens. É puramente genial e transmite sensações de uma forma brutal se nos deixarmos envolver!

O título traduz-se para algo do género "crianças predestinadas" numa possível referência aos destinos dos personagens do jogo.

Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec

Excitate vos e somno, liberi mei
Cunae sunt non
Excitate vos e somno, liberi fatali
Somnus non est

Surgite
Inventite
Veni hortum veritatis
Horti verna veritatis

Ardente veritate
Urite mala mundi

Ardente veritate
Incendite tenebras mundi

Valete, liberi
Diebus fatalibus

Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec

Que em inglês traduz aproximadamente para:

Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec

Awaken yourselves from sleep, my children.
This is not a cradle.
Awaken yourselves from sleep, fated children.
Sleep does not advance.

Rise up.
Seek in the garden of truth.

Burning with the fires of truth
Sear with flame the darkness of the world.
Burning with the fires of truth
Kindle to ash the evil of the spirit.

Be strong, children,
on that fated day.

Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec
Fithos lusec wecos vinosec


Se repararem o refrão não está traduzido, isso é porque não está em latim. "Fithos lusec wecos vinosec" é ingles, é um anagrama. Se alterarem a ordem das letras forma-se "Succession of witches" e sobram quatro letrinhas apenas. Aquelas que formam a palavra que tão bem conhecemos "love". Esses são os dois pontos fulcrais da história do jogo.

Esta música causa-me arrepios e deve ser ouvida bem alto para aproveitar todo o seu esplendor.


13bly



P.S. - É triste não se conseguir escrever alguma coisa à altura do que essa coisa merece.

Saturday, February 24, 2007

Final Fantasy XII

Foi FINALMENTE lançado na Europa (com "apenas" 1 ano de atraso em relação ao Japão e 4 meses em relação aos Estados Unidos) aquele que é possivelmente o jogo mais antecipado do ano e sem dúvida o mais antecipado de todos os da saga Final Fantasy (daqui a uns tempos é ultrapassado pelo XIII se não foi já).

Não me vou por praqui a divagar sobre o que eu acho da saga porque ficava aqui a noite inteira (e sinceramente ninguém quer saber). Eu ADORO Final Fantasy, é o meu jogo de eleição. Ponto final.

Confesso que estava cheio de curiosidade para jogar este jogo que conseguiu o feito de obter uma pontuação perfeita na Famitsu (revista de jogos japonesa mais conceituada). Essa pontuação tinha sido atribuída até hoje apenas a outros 5 jogos.

Mal se põe o disco na Playstation a primeira coisa que acontece (logo a seguir aos habituais logos e assim) é sermos bombardeados e completamente enfeitiçados por imagens LINDAS como a demonstrar a capacidade gráfica do jogo. Avançando isso e fazendo "New Game" começa a correr a sequência de abertura (que é uma das coisas que mais anseio quando sai um Final Fantasy novo outra é os summons, mas esses ainda não os vi portanto n posso comentar).

Não vou falar muito no jogo nem na história (se a quiserem saber joguem). Este jogo é passa-se no mundo mágico de Ivalice durante um período pós-guerra em que um Império andava a conquistar nações. O universo em si é uma mistura medieval/mágico com tecnologias avançadas, traço habitual nos Final Fantasies.

Outro dos pontos que mais curiosidade me despertava era o sistema de batalha, pois foi profundamente reformulado e devo dizer que as batalhas não estão más, aliás até estou a gostar. Estava um bocado céptico, mas parece-me que os programadores fizeram um bom trabalho.

Ainda não joguei muito portanto também não quero expandir-me demasiado mas para já, o único defeito que encontrei é mesmo o aspecto do personagem principal...

13bly